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PERFURADORES DA MADEIRA

PERFURADORES DA MADEIRA
(Sinoxylon sexdentatum Oliv., Xylotrechus arvícola Oliv., Schistocerus bimaculatus Oliv.)

Informação sobre os Perfuradores da Madeira na uva para transformação e medidas de proteção contra uma praga.

Descrição:

Sinoxylon é um pequeno coleóptero de 4 a 6 mm, de cor escura, cuja fêmea adulta deposita os ovos, brancos e elípticos, de 1 a 1,5 mm, em pequenos orifícios que abre na madeira da videira, entre a serradura. As larvas, de cor esbranquiçada e ligeiramente curvadas, atingem 6-7 mm e desenvolvem-se no interior das galerias que produzem, onde pupam quando atingem a maturidade. Xylotrechus é um coleóptero cerambicídeo que ataca espécies florestais, mas que também pode atacar a videira, ocorrendo preferencialmente em plantações reconvertidas, onde existem restos antigos da planta com desenvolvimento deficiente. Os adultos medem entre 9 e 15 mm de comprimento e apresentam uma coloração característica em bandas amarelas e pretas, que os torna singulares e faz lembrar as vespas. Depositam os ovos junto das feridas de poda, em zonas com pouca atividade de seiva. As larvas, de formas características, com anéis grossos no corpo, maiores na zona da cabeça e menores na extremidade oposta (em forma de parafuso), emergem e escavam galerias no interior da madeira, avançando pelas zonas mais frágeis e progredindo até às zonas sãs. Pupam nas próprias galerias, junto à epiderme, de onde sairão novos adultos.

Schistocerus é um coleóptero perfurador da madeira, com comportamentos semelhantes aos de outros perfuradores e de tamanho intermédio (cerca de 8-10 mm). Os adultos caracterizam-se por duas manchas brancas na parte dianteira do tórax, enquanto o resto do corpo é de cor preta. Depositam os ovos nas fendas da madeira, sob a casca, em zonas próximas dos gomos ou nós. Deles saem as larvas, que se introduzem imediatamente na madeira, alimentando-se dela como uma caruncha e produzindo um pó amarelado, semelhante a serradura muito fina, que constitui o primeiro sinal do seu ataque. Quando as larvas completam o seu ciclo, transformam-se em pupas, dando origem a novos adultos que continuarão o processo reprodutivo.

TALADROS DE MADERA (Sinoxylon sexdentatum Oliv., Xylotrechus arvícola Oliv., Schistocerus bimaculatus Oliv.)

Sintomas e danos:

Em geral, os danos causados por estes perfuradores costumam limitar-se principalmente à madeira de poda ou a partes mortas das videiras. No entanto, devido a circunstâncias particulares, por vezes podem causar problemas às plantas, podendo mesmo provocar a sua destruição. Sinoxylon desenvolve-se preferencialmente nos sarmentos do ano, pelo que os seus danos são mais perigosos quando ataca vinhas nas primeiras fases de desenvolvimento, em formação. Os adultos realizam perfurações na base dos gomos ou na base dos sarmentos, no interior das quais acasalam e depositam os ovos. As larvas continuam a abrir galerias que acabam por destruir o sarmento ou por favorecer a sua quebra.

Xylotrechus afeta sobretudo cepas que foram reconvertidas e apresentam restos de madeira velha. As larvas escavam galerias no seu interior, que vão obstruindo com a sua própria serradura. As cepas enfraquecem devido à interrupção da circulação da seiva, apresentam rebentações mais curtas e menos produtivas e, em casos graves, podem ficar completamente destruídas. Schistocerus desenvolve-se preferencialmente em madeira de poda e, quando esta é abundante (como no caso da destruição por corte em pedaços na própria parcela), as populações aumentam consideravelmente, chegando a causar danos na madeira sã, na base da vara ou do esporão, onde iniciam galerias que, embora possam ser interrompidas pela seiva emitida pela planta, enfraquecem a base do rebento, podendo este partir-se facilmente pela ação do vento quando suporta o peso de toda a vegetação do ano. A presença de gotas de goma, por vezes de grande dimensão, é um bom sintoma da praga. Em casos de ataques graves, podem destruir um elevado número de gomos, obrigando a podas longas ou de rejuvenescimento, muito severas e mais problemáticas quando a cultura se encontra no período de formação.

Período crítico para a cultura:

Para cada espécie կարող haver momentos diferentes. No caso de Sinoxylon e Schistocerus, o período mais crítico é o final do inverno e a primavera, quando os adultos iniciam o ataque à madeira, para ganhar força para se reproduzirem e efetuarem a postura. No caso de Xylotrechus, ocorre um pouco mais tarde, quando os adultos efetuam a postura.

Estado mais vulnerável da praga:

Em todos os casos, as larvas recém-eclodidas das posturas, quando iniciam a sua ação destrutiva na madeira. Em alguns casos, os adultos também podem apresentar alguma vulnerabilidade, embora seja difícil atingi-los com os tratamentos.

Monitorização e estimativa do risco para a cultura:

No caso de Sinoxylon e Schistocerus, através de controlos diretos sobre a cepa e sobre a madeira de poda depositada no campo. No caso de Xylotrechus, podem colocar-se cepas ou pedaços destas afetadas em recipientes fechados com um orifício de saída, através do qual se controla a emergência dos adultos.

Los taladros de madera en la uva de transformación

Medidas de prevenção e/ou culturais:

Não manter restos de poda para usos domésticos em zonas próximas da cultura, que possam servir de reservatório da praga. Destruição da madeira de poda e das cepas velhas afetadas pela praga fora da parcela, preferencialmente através do fogo, para evitar que sirvam de suporte e multiplicação da praga. Deve evitar-se a trituração dos restos de poda na própria parcela, especialmente se os equipamentos utilizados permitirem que permaneçam restos ou pedaços de sarmento com a sua estrutura normal, pois isso facilita a proliferação da praga. Caso sejam utilizados estes equipamentos, deve assegurar-se que, para além de cortarem, trituram a madeira e, se possível, que enterram ligeiramente os restos, o que facilita a sua rápida decomposição. Nos processos de reconversão da estrutura da cepa, sobretudo de vaso para sebe, evitar deixar zonas mortas ou tocos sem fluxo de seiva e proteger as grandes feridas de poda.

Limiar/Momento de intervenção:

Não está definido para nenhum deles. Consoante a importância do foco, as intervenções apresentarão maior ou menor urgência e serão efetuadas com níveis mais ou menos elevados.

Medidas alternativas ao controlo químico:

Para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas as medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico.

Meios químicos:

Em todos os casos, o controlo químico é complexo e costuma ter pouca eficácia. É muito mais interessante adotar outras medidas de caráter cultural. No caso de Xylotrechus, ainda não existe uma ideia clara sobre quando e como atuar contra esta praga.

Bibliografia:

Para mais informações, consultar: “Os parasitas da vinha. Estratégias de Proteção Racional”. Coedição, MAPA e Mundi-Prensa. 5.ª edição, 2004. Pragas e doenças da vinha na Região de Múrcia. Alfonso Lucas Espadas. Comunidade Autónoma da Região de Múrcia. 2008.

PROTETORES RECOMENDADOS PARA VINHA

Variedades: Bobal, garnacha Tintorera, Macabeo, Tempranillo, Cabernet Sauvignon.

Protetores Cuidatree recomendados para vinha:

    • 35×20 perfurado
    • 50×14 perfurado,
    • 60×14 perfurado.