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PIRAL DA VIDEIRA

PIRAL DA VIDEIRA (Sparganothis pilleriana Schiff.)

Informação sobre a Piral da Videira na uva para transformação e medidas de proteção contra uma praga.

Descrição:

É uma praga cíclica, causada por um lepidóptero, de incidência e intensidade variáveis. As larvas que saem dos refúgios de inverno são de cor amarelada com a cabeça preta (o que as distingue das larvas da traça-do-cacho, que têm a cabeça castanha); posteriormente, apresentam cor verde e podem atingir 2 a 2,5 cm de comprimento. As crisálidas medem entre 1 e 1,8 cm e são de cor castanha. O adulto é uma borboleta com 1 a 1,5 cm de comprimento, com asas de coloração palha nas fêmeas e com bandas mais escuras nos machos. Os ovos são depositados agrupados em ooplacas, com uma média de cerca de 60 ovos, na página superior das folhas mais velhas (as mais próximas do tronco da videira); são inicialmente de cor verde-clara, passando posteriormente a castanho-sujo e a branco-perolado quando eclodem.

As larvas saem das posturas em junho-julho (consoante as zonas) e refugiam-se rapidamente sob a casca das videiras, onde passam parte do verão, o outono e o inverno em diapausa. Na primavera (estado fenológico D -folhas incipientes-), abandonam os seus refúgios de forma escalonada (40-50 dias) e instalam-se na parte terminal dos rebentos, alimentando-se de folhas e cachos; normalmente, estão presentes desde a rebentação até ao vingamento do cacho. Quando atingem o seu máximo desenvolvimento, transformam-se em crisálidas, das quais sairão os adultos, que realizarão a postura em ooplacas (placas), das quais sairão as larvas invernantes, que se refugiarão imediatamente na casca da videira até à primavera seguinte. Tem uma geração anual.

PIRAL DE LA VID (Sparganothis pilleriana Schiff.)

Sintomas e danos:

Os danos são causados exclusivamente pelas larvas, podendo atacar folhas e cachos. As folhas mais velhas apresentam-se roídas e perfuradas, enquanto as mais jovens ficam dobradas e unidas por fios sedosos, que, ao tornarem mais visível a página inferior, conferem um aspeto prateado às vinhas. Os danos nas folhas podem ser importantes, sobretudo nas mais jovens. Nos cachos formam glomérulos (pequenos cachos unidos por sedas), de maior dimensão do que os produzidos pela traça-do-cacho. Os danos nos cachos afetam a produção.

Período crítico para a cultura:

Desde a rebentação até à floração.

Estado mais vulnerável da praga:

Larvas que emergem dos seus refúgios de inverno.

Monitorização e estimativa do risco para a cultura:

  • En primavera: Observación semanal desde el estado fenológico D (hojas incipientes) de 5 a 10 cepas por parcela, marcadas el verano anterior por la presencia de puestas, buscando larvas de primer-segundo estadio.
  • Final de primavera – principios de verano: Control de vuelo de adultos utilizando trampas cebadas con feromona o trampas alimenticias. Control de crisálidas abandonadas (despojos ninfales, llamados “camisetas”) para determinar el volumen de la plaga. Control del número de puestas y evaluando el tamaño de las ooplacas (mediana: 60 huevos y grande: más de 100 huevos).
La piral de la vid en la uva de transformación

Limiar/momento de intervenção:

Tratar as larvas à saída dos seus refúgios de inverno. Consoante os estados fenológicos, pode estabelecer-se o limiar de intervenção, uma vez que, à medida que aumenta a massa foliar, pode ser admitido um maior número de larvas. A título indicativo, podem ser considerados os seguintes dados:

  • Estado D (folhas incipientes): 5 larvas por cepa.
  • Estado E (folhas desenvolvidas): 7 larvas/cepa.
  • Estado F (cachos visíveis): 10 larvas/cepa.
  • Estado G (cachos separados): 12 larvas/cepa.

Medidas alternativas ao controlo químico:

  • Meios biológicos:
    • Depredadores: Coccinella spp., Adalia spp., Adonia spp., Chrysopa, pájaros larvívoros.
    • Parásitos: Sobre larvas de 2º estadio, Agathis spp. y sobre crisálidas Isoplectis maculator. En general son eficaces y si no se eliminan por tratamientos químicos inadecuados pueden llegar a dar un control alto de la plaga.
  • Medios biotecnológicos: Pueden utilizarse trampas alimenticias o con feromona sexual para la captura de adultos, para conocer el comportamiento de la plaga (vuelo de adultos).

Meios químicos:

Tratamento na vegetação de acordo com o estado e a densidade da praga. Se a população ultrapassar os limiares indicados, aplicar um tratamento fitossanitário um mês após o estado fenológico D (folhas incipientes) (início da saída das larvas invernantes). No caso de populações muito elevadas (que dupliquem ou tripliquem estes limiares), realizar dois tratamentos: o primeiro aos 22 dias do estado D (folhas incipientes) e o segundo 14 dias após o primeiro. Devem ser utilizados os produtos especificamente autorizados no registo para esta praga nesta cultura.

Bibliografia:

Para mais informações, consultar: «Os parasitas da videira. Estratégias de Proteção Racional». Coedição, MAPA e Mundi-Prensa. 5.ª edição, 2004. «Pragas e doenças da vinha em La Rioja». José Luis Pérez Marín. Governo de La Rioja, 2012.

PROTETORES RECOMENDADOS PARA VINHA

Variedades: Bobal, garnacha Tintorera, Macabeo, Tempranillo, Cabernet Sauvignon.

Protetores Cuidatree recomendados para vinha:

    • 35×20 perfurado
    • 50×14 perfurado,
    • 60×14 perfurado.