COCHONILHA-FARINHENTA
COCHONILHA-FARINHENTA (Planococcus citri Risso, P. ficus Signoret)
Informação sobre a cochonilha-farinhenta na uva para transformação e medidas de proteção contra esta praga.
Descrição:
A praga passa o inverno protegida sob as cascas da planta, inclusive em zonas do tronco subterrâneas. Mantém a sua atividade a maior parte do tempo protegida por estas e, nas zonas com condições amenas durante o inverno, as larvas mantêm um longo período de atividade fora das cascas, com o objetivo de colonizar novas plantas, através dos sarmentos ou dos próprios arames da armação (espaldeira). As fêmeas adultas formam um ovisaco à volta do corpo, onde depositam os ovos (entre 100 e 200), que transportam consigo. À medida que eclodem, as larvas abandonam a proteção da mãe e colonizam a cultura. As larvas jovens costumam apresentar grande atividade e mobilidade, que pode ser monitorizada utilizando fitas adesivas colocadas nas potenciais zonas de passagem (base dos sarmentos), formando uma espécie de funil que lhes permite entrar por um dos lados, mas não sair pelo outro, ficando aderidas à cola da fita, o que permite posteriormente a sua contagem.
Sintomas e danos:
Tanto os adultos como as larvas alimentam-se sugando a seiva da planta. Para além dos danos causados pela alimentação (debilitação da planta e transmissão de viroses), a secreção de melaço que produzem acumula-se tanto na madeira como nas folhas e, especialmente, nos cachos, servindo como foco de contaminação por fungos (fumagina), o que pode ser particularmente grave no caso da uva de mesa. Os problemas costumam manifestar-se na parcela sob a forma de manchas ou plantas isoladas e muito raramente constituem danos generalizados. Recentemente, foi confirmada a capacidade de transmissão de vírus por parte das cochonilhas, sobretudo do vírus do enrolamento da folha e do vírus da madeira rugosa.
Período crítico para a cultura:
Início do pintor (de junho a setembro, consoante a variedade), momento em que a praga se desloca da madeira velha para os sarmentos do ano e para os cachos, colonizando-os e produzindo melada sobre eles.
Estado mais vulnerável da praga:
Larvas, ninfas e adultos quando se encontram em zonas não protegidas.
Monitorização e estimativa do risco para a cultura:
Controlo da presença da praga na madeira velha, sob a casca, no inverno. Utilização pontual de fita adesiva para detetar a deslocação da praga nos sarmentos do ano para colonizar os cachos, na primavera. Controlo da presença da praga em cachos atacados (presença de formas móveis, melada e fumagina) no verão, observando 10 cachos de 10 cepas escolhidas entre as que apresentam sintomas da praga.
Medidas de prevenção e/ou culturais:
Descasque das cepas no inverno, antes do tratamento correspondente. Desfolha ou poda em verde para que os cachos sejam perfeitamente atingidos pelos tratamentos, durante o período vegetativo. Controlar eficazmente a população de formigas presente na parcela, uma vez que estas constituem o principal impedimento à atuação da fauna auxiliar, espontânea ou libertada, contra a praga.
Limiar/Momento de intervenção:
Não existe um limiar definido. Recomenda-se atuar logo que sejam observados os primeiros focos na cultura, a fim de evitar a sua proliferação em larga escala.
Medidas alternativas ao controlo químico:
Para além dos meios indicados nesta secção, para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas as medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:
- Medios biológicos: Puede realizarse sueltas del parásito Anagyrus pseudococci (3.000-4.000/ha) así como el depredador Cryptolaemus montrouizieri (500-1.000/ha), con los que se ha conseguido una buena eficacia en el control de la plaga. Distribuir en dos o tres sueltas espaciadas unos 10-15 días. Las sueltas deben iniciarse muy pronto, en mayo-junio cuando la plaga inicia la colonización de las partes verdes de la planta. En uva de mesa, si ha sido necesario tratar el trips durante la floración, las sueltas deberán demorarse unos 20 días, dependiendo del producto aplicado contra este.
- Medios biotecnológicos: Si se confirma que la especie presente en la parcela es Planococcus ficus, se puede recurrir a la técnica de confusión sexual, de forma complementaria a las demás formas de control.
Meios químicos:
Tratamento de inverno em plantações com plantas atacadas pela praga, quer em manchas quer em toda a parcela, procurando molhá-las muito bem em toda a sua superfície. Tratar com baixa pressão e utilizar preferencialmente pistolas. Durante o período vegetativo, realizar tratamento geral, nos focos ou em plantas específicas que apresentem a praga.
Bibliografia:
Para mais informações, consultar: “As pragas da vinha. Estratégias de Proteção Racional”. Coedição, MAPA e Mundi-Prensa. 5.ª edição, 2004. Pragas e doenças da vinha na Região de Múrcia. Alfonso Lucas Espadas. Comunidade Autónoma da Região de Múrcia. 2008.
PROTETORES RECOMENDADOS PARA A VINHA
Variedades: Bobal, garnacha Tintorera, Macabeo, Tempranillo, Cabernet Sauvignon.
Protetores Cuidatree recomendados para a vinha:
- 35×20 perfurado
- 50×14 perfurado,
- 60×14 perfurado.