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ERINOSE

ERINOSE (Colomerus vitis Pgst.)

Informação sobre a erinose em uvas para transformação e medidas de proteção contra esta praga.

Descrição:

É causada por um ácaro eriofídeo de corpo alongado, com 0,2 mm de comprimento e de cor amarelo-pálida. Os ovos são ovais e brancos. Existem três raças, que se distinguem pelo seu habitat, sintomas e danos que provocam. Inverna no estado adulto no interior dos gomos e sob a casca da madeira do ano. Durante o período vegetativo da videira sucedem-se várias gerações, dependendo o seu número das condições climáticas.

ERINOSIS (Colomerus vitis Pgst.)

Sintomas e danos:

Os sintomas manifestam-se desde a rebentação, sendo detetados principalmente nas folhas e nos cachos. Não se verifica diferente sensibilidade varietal, exceto na raça dos gomos. Raça das falsas galhas: É a raça mais disseminada em todo o território espanhol. Nas folhas observam-se galhas salientes na página superior, correspondendo a depressões na página inferior, onde se observam abundantes pelos esbranquiçados que vão adquirindo uma coloração acastanhada.

Nos cachos, antes da floração, observam-se inflorescências agrupadas e cobertas por abundante pilosidade. Os danos que causa não são importantes, exceto em viveiros e plantações jovens. Raça dos gomos: Alguns gomos não chegam a rebentar, apresentando uma penugem castanho-avermelhada mais abundante do que nos gomos sãos. Os rebentos provenientes destes gomos apresentam atraso na rebentação, entrenós curtos, cachos de menor dimensão ou mesmo inexistentes. Junto aos pâmpanos deformados, observam-se rotações dos gomos basilares ou cegos, dando origem a “vassouras-de-bruxa”. Os danos localizam-se principalmente nos cachos, afetando a sua qualidade e quantidade. Raça que curva as folhas: Provoca curvaturas mais ou menos acentuadas das folhas terminais para a página inferior. Praticamente não causa danos.

Período crítico para a cultura:

No início do «inchaço» dos gomos (B2) – Ponta verde (C), no caso da raça dos gomos.

Monitorização e estimativa do risco para a cultura:

Devido ao habitat do ácaro e ao seu reduzido tamanho, é difícil monitorizá-lo e determinar a densidade da praga. Com base na importância dos seus danos, apenas é necessário avaliar a possível incidência da «raça dos gomos». Para tal, no início do inchaço dos gomos (B2), em parcelas onde tenha sido detetado o seu ataque na campanha anterior, será efetuada uma amostragem desde a saída das folhas (C-D) até aos cachos separados (G-H). Serão observadas 4 folhas por cepa, num total de 25 cepas, avaliando-se a percentagem de folhas com sintomas.

Erinosis en la uva de transformación

Medidas de prevenção e/ou culturais:

Para enxertar, não recolher sarmentos de parcelas atacadas. Eliminar os restos de poda nas parcelas com presença de sintomas. O aumento da adubação azotada favorece o desenvolvimento da população desta praga.

Limiar/Momento de intervenção:

5 % de folhas com presença, no caso da raça dos gomos.

Medidas alternativas ao controlo químico:

Para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:

  • Medios biológicos: Favorecer la presencia en la parcela de Typhlodromus phialatus, Amblyseius sp., Aeolothrips sp., Chrysoperla carnea y Orius sp. ayuda al control de la plaga.

Meios químicos:

Na «raça das falsas galhas» e na «raça que encurva as folhas», normalmente não é necessário intervir diretamente, uma vez que os danos que causam não costumam justificar o seu tratamento. Recomenda-se efetuar um tratamento fitossanitário ao observar os primeiros sintomas no abrolhamento, apenas nas parcelas que tiveram um ataque muito forte no ano anterior. A proteção contra a «raça dos gomos» deve ser efetuada nos estados fenológicos C/D (ponta verde/saída das folhas) e G/H (cachos separados/botões florais separados). Serão utilizados os produtos autorizados no registo para esta cultura e utilização.

Bibliografia:

Para mais informações, consultar: “Os parasitas da videira. Estratégias de Proteção Racional”. Coedição, MAPA e Mundi-Prensa. 5.ª edição, 2004. “Pragas e doenças da vinha em La Rioja”. José Luis Pérez Marín. Governo de La Rioja, 2012.

PROTETORES RECOMENDADOS PARA A VINHA

Variedades: Bobal, garnacha Tintorera, Macabeo, Tempranillo, Cabernet Sauvignon.

Protetores Cuidatree recomendados para a vinha:

    • 35×20 perfurado
    • 50×14 perfurado,
    • 60×14 perfurado.