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CASTANHETA NA VIDEIRA

CASTANHETA (Vesperus xatarti Dufour-Mulsant)

Informação sobre a castanheta na uva para vinificação e medidas de proteção contra uma praga.

Descrição:

O adulto, um escaravelho com mais de 2 cm de comprimento, realiza a postura sob a casca das cepas ou videiras durante os meses de novembro e dezembro (existem diferenças nas datas consoante as condições climatéricas). Os ovos são colocados sob a forma de uma placa e fixados com uma substância mucilaginosa que endurece rapidamente para os proteger. As larvas que eclodem dos ovos deslocam-se muito pouco sobre a casca até saírem para o exterior e deixarem-se cair no solo, onde, utilizando os seus abundantes e longos pelos, se enterram à procura das raízes da planta, de que se alimentam.

Ao fim de 2 anos, as larvas, que desenvolvem toda a sua vida debaixo da terra, transformam-se em pupas e dão origem a novos adultos que emergem durante o outono. A vida dos adultos é muito curta, havendo apenas tempo para acasalarem e realizarem a postura. Os machos podem voar, enquanto as fêmeas, com o abdómen muito grande, maior do que as asas, não conseguem fazê-lo. A praga pode deslocar-se para outras parcelas ou zonas de cultivo, sob a forma de ovos nas plantas ou no material vegetal transportado, ou sob a forma de larvas jovens aderidas ao sistema radicular das plantas jovens, nos restos de terra que as acompanham.

CASTAÑETA (Vesperus xatarti Dufour-Mulsant)

Sintomas e danos:

Os danos são provocados exclusivamente pelas larvas ao longo dos seus dois anos de vida enterradas, ao destruírem as raízes que encontram no seu percurso, reduzindo assim a capacidade de assimilação de nutrientes. Quando as raízes são jovens, destroem-nas totalmente, fazendo com que a planta jovem morra pouco tempo depois. As plantas adultas atacadas costumam apresentar sintomas facilmente confundíveis com outros problemas fisiológicos ou fitopatológicos, pois aparentam estar debilitadas, com pouco vigor, amarelecimento, pouca produção e, quando existe, bagos de menor tamanho. A praga surge habitualmente sob a forma de manchas, o que permite atuar de forma localizada nessas áreas.

Período crítico para a cultura:

Eclosão dos ovos (consoante as zonas, de janeiro a março ou abril). As plantações jovens e as replantações são mais sensíveis aos ataques da praga.

Estado mais vulnerável da praga:

Os ovos de inverno e as larvas provenientes de ovos recentemente eclodidos.

Acompanhamento e estimativa do risco para a cultura:

Controlo das posturas, realizando observações em várias plantas por parcela nas zonas ou manchas onde foram observados danos ou onde se presume que possam surgir, devido à proximidade de parcelas atacadas. Para o controlo do voo dos machos adultos, que ocorre em novembro e dezembro, podem ser instaladas armadilhas específicas com feromona, no final de outubro. Colocação de armadilhas para ovos, colocando nos troncos uma faixa de cartão canelado ou serapilheira à sua volta, para que os adultos depositem no seu interior as posturas (de novembro a dezembro). Posteriormente, devem ser realizadas observações semanais para controlar a evolução das posturas.

La castañeta en la uva de transformación

Medidas de prevenção e/ou culturais:

A prática de não cultivo (em toda a área ou em faixas, junto às cepas) favorece a proliferação da praga, uma vez que os trabalhos de mobilização do solo destroem as larvas e ajudam a travar a sua expansão. A destruição das posturas através do descasque das cepas ou videiras oferece muito bons resultados. No estabelecimento de novas plantações, deve assegurar-se que o material vegetal não transporta larvas ou posturas que iniciem a contaminação da parcela, situação que pode ocorrer com alguma frequência.

Limiar/Momento de intervenção:

Não está definido. Deve efetuar-se tratamento se a praga constituir um problema na exploração.

Medidas alternativas ao controlo químico:

Além dos meios indicados nesta secção, para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico.

  • Medios biológicos: No se ha determinado la presencia de fauna útil sobre larvas una vez enterradas en el suelo. Sí hay depredación de larvas recién emergidas, a cargo de depredadores generalistas. También se ha observado que levantando las cortezas y dejando los plastones de huevos al descubierto, son depredados de forma muy rápida.
  • Medios biotecnológicos: Colocación de barreras pegajosas en el tronco de las parras o cepas (en espalderas sobre todo), de forma que las hembras adultas queden pegadas en las mismas y no puedan realizar las puestas.

Meios químicos:

Tratar os ovos presentes na planta imediatamente antes do início da eclosão. Proteger especialmente as replantações. Máximo de um tratamento contra a praga, no inverno, antes da eclosão dos ovos de inverno (janeiro-fevereiro).

Bibliografia:

Para mais informações, consultar: “Os parasitas da videira. Estratégias de Proteção Racional”. Coedição, MAPA e Mundi-Prensa. 5.ª edição, 2004. Pragas e doenças da videira na Região de Múrcia. Alfonso Lucas Espadas. Comunidade Autónoma da Região de Múrcia. 2008.

PROTETORES RECOMENDADOS PARA A VINHA

Variedades: Bobal, garnacha Tintorera, Macabeo, Tempranillo, Cabernet Sauvignon.

Protetores Cuidatree recomendados para a videira:

    • 35×20 perfurado
    • 50×14 perfurado,
    • 60×14 perfurado.