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ACARIOSE

ACARIOSE (Calepitrimerus vitis Nal.)

Informação sobre a acariose na uva para transformação e medidas de proteção contra esta praga.

Descrição:

É causada por um ácaro eriofídeo (com dois pares de patas), de corpo alongado em forma tronco-cónica, com 0,2 mm de comprimento e cor amarelada. Os seus ovos são redondos e esbranquiçados, com cerca de 0,04 mm. Passam o inverno sob a forma de fêmeas adultas, sob as escamas dos gomos, nos talões e braços, iniciando a sua atividade na rebentação da videira. Ao longo do ano sucedem-se várias gerações, efetuando uma colonização ascendente das folhas dos sarmentos e localizando-se na página inferior das folhas. Quando se aproxima o pintor, as fêmeas adultas começam a abandonar as folhas e procuram os abrigos de inverno.

ACARIOSIS (Calepitrimerus vitis Nal.)

Sintomas e danos:

É necessário distinguir os sintomas consoante o estado vegetativo da vinha e os órgãos atacados: – No início da rebentação, os sintomas manifestam-se por uma rebentação anormalmente lenta, com folhas encarquilhadas e abaulamentos, nervuras muito salientes e entrenós muito curtos. – Numa fase mais avançada do ciclo vegetativo, os ácaros vão colonizando as folhas terminais, que apresentam numerosos pontos brancos causados pelas picadas dos ácaros (observáveis ao olhar para a folha à transparência). – Nos cachos, os danos ocorrem na rebentação. As picadas dos ácaros provocam cachos pequenos e um fraco vingamento devido ao aborto de algumas flores. As variedades mais sensíveis são as que apresentam maior pilosidade na página inferior das folhas.

Período crítico para a cultura:

Os períodos mais sensíveis decorrem desde a rebentação até ao início do pintor, sendo os maiores danos causados durante a rebentação, sobretudo se esta ocorrer lentamente devido a temperaturas baixas.

Acompanhamento e estimativa do risco para a cultura:

No abrolhamento, realiza-se através da observação à lupa binocular de uma amostra de cerca de 100 folhas. Numa fase mais avançada do período vegetativo, pode ser efetuada visualmente, observando à transparência uma amostra de cerca de 100 folhas terminais escolhidas aleatoriamente na parcela (nas proximidades do pintor, este método pode servir para estimar a densidade da praga hibernante, que será responsável pelos danos no ano seguinte).

Acariosis en la uva de transformación

Medidas de prevenção e/ou culturais:

Recomenda-se a eliminação dos restos de poda das parcelas afetadas, pois uma grande parte dos ácaros passa o inverno nesses restos. Não devem ser recolhidos sarmentos de parcelas atacadas para enxertar numa nova plantação, de modo a evitar a propagação da praga.

Limiar/Momento de intervenção:

É difícil estabelecer um limiar de tolerância devido à heterogeneidade da distribuição das populações de ácaros nos gomos. Contudo, é necessário manter-se vigilante durante o abrolhamento, caso tenha havido uma forte incidência no ano anterior, e durante a vegetação, se forem ultrapassados 50 a 100 ácaros por folha.

Medidas alternativas ao controlo químico:

Para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:

  • Medios biológicos: Los ácaros fitoseidos Typhlodromus pyri, Typhlodromus phialatus o Kampinodromus aberrans son depredadores de ácaros, ayudando a controlar las poblaciones de la acariosis, por lo que es muy conveniente elegir un producto fitosanitario que no sea perjudicial para los mismos.

Meios químicos:

Se, nas amostragens realizadas, tiver sido estimada uma elevada densidade de praga hibernante (que geralmente coincide com uma elevada incidência no final do ciclo vegetativo do ano anterior), pode ser efetuado um tratamento no abrolhamento (estado fenológico D/E, folhas incipientes/folhas desenvolvidas), sobretudo se as temperaturas forem baixas e atrasarem a rebentação, uma vez que os danos causados pelos ácaros numa superfície foliar tão reduzida podem ser importantes.

Se for detetada uma população significativa de ácaros presentes nas folhas terminais na proximidade do pintor (7 a 10 dias antes), pode ser realizado um tratamento nessa altura, uma vez que é quando os ácaros iniciam a descida para os abrigos de inverno, reduzindo assim a população de ácaros invernantes e evitando a necessidade de realizar um tratamento no ano seguinte durante o estado fenológico D/E (folhas incipientes / folhas expandidas). Deve ser utilizado um acaricida autorizado para esta praga, tendo em conta que estes produtos têm ação lenta, que em muitos casos é recomendada a utilização de um molhante e que o tratamento deve ser realizado percorrendo todas as ruas da vinha.

Bibliografia:

Para mais informações, consultar: “Os parasitas da videira. Estratégias de Proteção Racional”. Coedição, MAPA e Mundi-Prensa. 5.ª edição, 2004. “Pragas e doenças da vinha em La Rioja”, José Luis Pérez-Marín. Governo de La Rioja, 2012.

PROTETORES RECOMENDADOS PARA A VINHA

Variedades: Bobal, garnacha Tintorera, Macabeo, Tempranillo, Cabernet Sauvignon.

Protetores Cuidatree recomendados para a vinha:

    • 35×20 perfurado
    • 50×14 perfurado,
    • 60×14 perfurado.