cochonilha
cochonilha (Saissetia oleae Bern.)
Informação sobre a cochonilha no pistácio e medidas de proteção contra uma praga.
Descrição:
A cochonilha é um homóptero que afeta a oliveira, os citrinos e outras árvores de fruto, como o pistácio. A fêmea, no estado adulto, atinge 3 a 5 mm de comprimento, tem uma forma semiesférica e assemelha-se a um grão de pimenta, de cor castanha cada vez mais escura. Possui um relevo característico em forma de H. As fêmeas são imóveis e permanecem aderidas à planta. O macho é desconhecido (reprodução por partenogénese). A fêmea deposita mais de mil ovos, que ficam sob o seu corpo. Os ovos são elipsoides, de cor rosada e com um terço de milímetro de comprimento. As larvas têm contorno oval, são imóveis, de cor terrosa ou amarelada e com comprimento inferior a 3 mm. Este inseto tem, em geral, duas gerações anuais. No início da primavera, surgem as primeiras larvas, que se fixam nos novos rebentos, normalmente na página superior da folha, junto à nervura central. Quando completam as duas mudas, dirigem-se para os ramos, transformando-se em adultos no verão. Os adultos mais precoces desta primeira geração podem dar origem a uma segunda, começando a produzir larvas já nesse mesmo outono.
Sintomas e danos:
Esta praga provoca danos na primavera e no verão, até as temperaturas subirem acima dos 32 °C. Geralmente prefere árvores de crescimento vigoroso. Manifesta-se pela presença, nos ramos e raminhos, de uma espécie de crostas ou verrugas semiesféricas, que correspondem às fêmeas, causando um enfraquecimento generalizado da planta devido à sucção da seiva. Também provoca danos indiretos, pois segrega uma substância pegajosa e açucarada, semelhante a melada, que cobre as folhas e os ramos e favorece o aparecimento do fungo fumagina, reduzindo a capacidade fotossintética da planta.
Período crítico para a cultura:
A rebentação e a floração das árvores constituem um período crítico.
Estado mais vulnerável da praga:
As fases mais sensíveis para o controlo deste parasita são os primeiros estádios larvares, quando eclodiram 90 % das larvas, cujo indicador é a alteração da cor do interior da casca, que passa de rosa a branco (casca interior). Um aspeto favorável deste inseto é que o seu desenvolvimento é bastante homogéneo, pelo menos na primeira geração.
Acompanhamento e estimativa do risco para a cultura:
Em junho, é realizada uma amostragem para determinar a incidência da praga. Em parcelas com incidência elevada, podem ser feitas observações para determinar a “% de eclosão dos ovos”. A determinação deste parâmetro é importante em parcelas com níveis elevados, uma vez que, quando se atingir 90 % de eclosão, será o momento em que este agente estará sensível aos tratamentos fitossanitários para o seu controlo.
Medidas de prevenção e/ou culturais:
Os ataques desta “cochonilha” podem ser favorecidos por adubações desequilibradas e pela utilização indiscriminada de inseticidas, que destroem os insetos benéficos. As temperaturas elevadas no verão, acompanhadas de ventos secos, provocam mortalidades superiores a 95 % nos estádios larvares. A aplicação de medidas culturais, como plantações pouco densas, podas, nutrição equilibrada sem excesso de azoto e um bom controlo da rega, quando aplicável, favorecerá o controlo natural da praga. As podas facilitam o arejamento da copa da árvore, o que tem um efeito negativo no desenvolvimento dos estádios imaturos da cochonilha, uma vez que estes são muito sensíveis ao calor e ao vento seco.
Limiar/Momento de intervenção:
Não existe um limiar de intervenção estabelecido. Limiar possível: uma fêmea ou 4 larvas em 10 cm de ramo com folhas.
Medidas alternativas ao controlo químico:
Além dos meios indicados nesta secção, para minimizar o uso de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:
- Medios biológicos: La cochinilla tiene numerosos parásitos, que a veces detienen la propagación de la plaga. El más importante es el himenóptero Scutellysta cyanea; también Metaphycus flavus y M. lounsburyi. Sus larvas se desarrollan bajo el escudo, devorando sus huevos. También hay varios coccinélidos que se alimentan de larvas, tales como el Chilochorus bipustulatus o el Exochomus quadrimaculatus. Otros parásitos son la mariquita Rhyzobius lophanthae y los chinches del género Phytocoris, los cuales, durante el periodo de marzo a abril, se alimentan de sus huevos y de sus estadios juveniles.
Meios químicos:
Os tratamentos químicos devem ser realizados no verão, quando todos os ovos tiverem eclodido. Poderão ser utilizados, caso existam, os produtos fitofarmacêuticos autorizados para esta utilização no Registo de Produtos Fitofarmacêuticos do Ministério da Agricultura e Pescas, Alimentação e Ambiente, a consultar no seu site.
Bibliografia:
COUCEIRO, J. F.; CORONADO, J.M.; MENCHÉN, M. T.; MENDIOLA, M. A. (2000). O cultivo do pistácio. Editorial Agrolatino, S.L. COUCEIRO, J. F.; GUERRERO, J.; GIJÓN, M. C.; MORIANA, A.; PÉREZ, D.; RODRÍGUEZ, M. (2013). O cultivo do pistácio. Mundi-Prensa.
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