castanhola
castanhola (Vesperus xatarti Duf.)
Informação sobre a castanhola no pistácio e medidas de proteção contra esta praga.
Descrição:
Trata-se de um coleóptero polífago que se distribui por toda a Península Ibérica. Os adultos deste coleóptero apresentam um acentuado dimorfismo sexual. Os machos são mais pequenos do que as fêmeas, os élitros cobrem-lhes todo o abdómen e têm as antenas mais compridas do que o corpo. As fêmeas, de maior tamanho, têm as antenas mais curtas do que o corpo e os élitros não se unem. O comprimento dos adultos varia entre 20 e 30 mm. A larva, nos seus primeiros estádios, tem forma cilíndrica e está coberta de pelos compridos; posteriormente, torna-se mais roliça. É branca, com pelos avermelhados, e as suas patas são muito curtas e rígidas. Pode atingir 25 mm de comprimento. No outono surgem os primeiros adultos, de forma escalonada. No inverno, a fêmea faz a postura sob a casca da planta, podendo depositar mais de 500 ovos. No final do inverno ou já na primavera, surgem as larvas, que se dirigem às raízes para se alimentarem delas durante dois ou três anos, até completarem o seu desenvolvimento. Em seguida, passam ao estado de pupa e surgem os novos adultos, encerrando-se o ciclo.
Sintomas e danos:
As larvas mordem e destroem as raízes, enfraquecendo a planta. Os danos mais importantes ocorrem nas plantas jovens, podendo mesmo levá-las à morte. Os sintomas são típicos de um mau funcionamento do sistema radicular: falta de vigor, descoloração e diminuição da produção; por vezes, a planta pode morrer. Os ataques costumam surgir em manchas. Ainda assim, esta praga não é muito importante.
Período crítico para a cultura:
As plantas jovens são muito sensíveis.
Estado mais vulnerável da praga:
O estado mais sensível ocorre quando as larvas recém-nascidas se deixam cair no solo e antes de penetrarem nas raízes (do final de fevereiro até abril, podendo prolongar-se até meados de maio nas zonas mais frias da Península).
Monitorização e estimativa do risco para a cultura:
Em novembro-dezembro, localizar massas de ovos sob a casca das árvores. Podem ser instaladas armadilhas específicas com feromonas no final de outubro, para controlar o voo dos adultos, que ocorre em novembro-dezembro, acompanhando as populações para determinar o momento adequado para possíveis tratamentos. Para os machos, as armadilhas podem ser colocadas a uma altura normal, uma vez que conseguem voar, enquanto para as fêmeas devem ser colocadas ao nível do solo. A curva de postura pode ser determinada através da colocação de armadilhas para ovos no outono; para obter as curvas de oviposição e de eclosão dos ovos, devem ser realizadas observações periódicas (duas vezes por semana), monitorizando a sua evolução. Também é possível acompanhar a curva de eclosão dos ovos, que é a mais relevante, através da observação visual periódica de massas de ovos, previamente localizadas e assinaladas no inverno.
Medidas de prevenção e/ou culturais:
Esta praga prefere solos secos e pedregosos; a mobilização do terreno pode ajudar a controlá-la, uma vez que destrói muitas larvas. A prática de não cultivar favorece os ataques deste parasita. A remoção da casca das árvores com posturas favorece a destruição dos ovos por predadores e ajuda a reduzir a incidência da praga.
Limiar/momento de intervenção:
A presença de ovos sob a casca, geralmente em manchas, é motivo suficiente para atuar.
Medidas alternativas ao controlo químico:
Além dos meios indicados nesta secção, para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas as medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:
- Medios biológicos: Puede realizarse un control biológico de la plaga mediante diversos nematodos parásitos del género Steinernema, incorporados al suelo, que debe estar en adecuadas condiciones de humedad.
Meios químicos:
Normalmente não se realizam tratamentos. Poderão ser utilizados, caso existam, os produtos fitofarmacêuticos autorizados para esta utilização no Registo de Produtos Fitofarmacêuticos do Ministério da Agricultura e Pescas, Alimentação e Ambiente, a consultar no seu sítio Web.
Bibliografia:
COUCEIRO, J. F.; CORONADO, J.M.; MENCHÉN, M. T.; MENDIOLA, M. A. (2000). O cultivo da pistaceira. Editorial Agrolatino, S.L. COUCEIRO, J. F.; GUERRERO, J.; GIJÓN, M. C.; MORIANA, A.; PÉREZ, D.; RODRÍGUEZ, M. (2013). O cultivo do pistácio. Mundi-Prensa.
PROTETORES RECOMENDADOS PARA PISTÁCIO
Variedades: Peter, C-especial, Kerman, larnaka, Sirora.
Portainjertos de Pistacho: UCB-1, Terebinthus, Atlántica
Protetores Cuidatree recomendados para pistácio:
- 50×14 liso e perfurado
- 60×14 perfurado.