Cuidatree

COCHONILHA-VIOLETA OU PARLATÓRIA

COCHONILHA-VIOLETA OU PARLATÓRIA (Parlatoria oleae)

Informação sobre a Cochonilha-violeta na Oliveira e medidas de proteção contra uma praga.

Descrição:

É um homóptero da família Diaspididae. Distingue-se facilmente de outras cochonilhas pela cor violeta do corpo arredondado das fêmeas, coberto por uma carapaça cinzenta. Os machos têm uma carapaça alongada e são muito mais pequenos. As fêmeas põem os ovos debaixo da carapaça. As larvas nascem na primavera, observando-se o maior número de ninfas móveis em maio. Esta geração distribui-se pelos rebentos e pelas folhas, sugando a seiva, pelo que, em casos de ataques intensos, pode ocorrer um enfraquecimento generalizado e a seca de raminhos. A geração da primavera dá origem a uma segunda geração em julho e agosto, que também ocupa o fruto, surgindo características manchas violáceas em torno do inseto.

A Parlatória é sensível às temperaturas elevadas e também apresenta elevadas taxas de parasitismo, fatores que, em conjunto, fazem com que esta praga não seja habitual. No entanto, está a tornar-se cada vez mais frequente em zonas quentes de campina, sendo as causas mais prováveis a intensificação dos tratamentos inseticidas e do maneio da cultura, que pode eliminar a comunidade de parasitas, e o fornecimento excessivo de azoto. (Adaptado de Bejarano et al., 2011).

COCHINILLA VIOLETA O PARLATORIA (Parlatoria oleae)

Sintomas e danos:

A geração de verão é a que provoca os danos mais graves, porque dificulta a comercialização da azeitona de mesa e pode afetar a produção de azeite de má qualidade (se o ataque for elevado) na azeitona destinada ao lagar. Esta geração é a que mantém a população até ao ano seguinte. Ao contrário de outras cochonilhas, não produz melada, pelo que não está associada à fumagina, uma doença fúngica provocada por várias espécies.

Estado mais vulnerável da praga:

Caso seja necessário realizar um tratamento fitossanitário, para determinar o momento exato, deve ser feita uma amostragem a meio da primavera, recolhendo raminhos ou rebentos com fêmeas adultas e deixando-os evoluir dentro de um saco ou recipiente, até à eclosão das ninfas, de cor violeta, momento em que se realiza a intervenção.

Monitorização e avaliação do risco para a cultura:

  • Selección de la parcela de muestreo: Hay que hacer un muestreo sólo si se aprecian daños, y hay que determinar el alcance de los mismos.
  • Número de árboles en cada parcela de muestreo: Árboles con presencia de la plaga.
  • Número unidades de muestreo secundarias: Ramitas o brotes afectados y/o frutos.
  • Definición de las variables que se miden: Hay que determinar si la plaga está muy extendida. Se buscan los adultos fijados a brotes o ramitas o en frutos.
  • Época de muestreo: Para valorar la intensidad y extensión del ataque, puede hacerse a lo largo de la primavera y verano o en el envero de la aceituna.

PROTETORES RECOMENDADOS PARA OLIVEIRA

Variedades: Cornicabra, Hojiblanca, Picual, Arbequina.

Protetores Cuidatree recomendados para Oliveira:

    • 40×14
    • 50×14 liso e perfurado
    • 60×14 perfurado.

Medidas de prevenção e/ou culturais:

A temperatura acima dos 32 ºC é um fator limitante, pelo que uma poda que permita o arejamento ajuda a evitar a sua proliferação. Não abusar da adubação azotada. Não abusar dos tratamentos inseticidas que reduzam as populações de parasitóides desta cochonilha. Os especificados nas medidas de prevenção.

Cochinilla violeta en el olivo

Limiar/Momento de intervenção:

Não existe um limiar de intervenção. O tratamento justifica-se se tiver havido frutos com manchas na campanha anterior (para o olival de mesa) ou secagem de ramos (no olival destinado a azeite).

Medidas alternativas ao controlo químico:

Além dos meios indicados nesta secção, para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas as medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:

  • Medios biológicos: De forma natural es frecuente encontrar parasitismo producido por Aphytis sp.

Meios químicos:

Podem ser utilizados os produtos fitossanitários autorizados no Registo de Produtos Fitossanitários do Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente. Para que o tratamento seja eficaz, deve ser realizado quando surgirem as ninfas; se o ataque for intenso, o tratamento pode ser repetido após quinze dias, alternando preferencialmente a substância ativa. Se forem utilizados métodos de controlo químico, aconselha-se a manutenção de uma cobertura vegetal viva, para reduzir o impacto que possam causar na entomofauna útil. Na seleção dos meios de controlo, devem ser sempre priorizadas as medidas de prevenção e/ou culturais, seguidas das restantes medidas alternativas ao controlo químico e, por último, dos meios químicos.

Bibliografia:

Bejarano-Alcázar, J. D. Rodríguez-Jurado, J.M. Durán-Álvaro, M. Ruiz-Torres, M. Herrera-Mármol (2011). Unidade Didática 5. Controlo de doenças e pragas na produção integrada do olival. Em: Produção Integrada de Olival, pp. 55-90. Instituto de Investigação e Formação Agrária e Pesqueira. Junta da Andaluzia. Sevilha. http://www.juntadeandalucia.es/agriculturaypesca/ifapa/-/ action/90004fc0-93fe-11df-8d8b-f26108bf46ad/e5747030-1bb8-11df-b7e2-35c8dbbe5a83/ es/02f9e190-faff-11e0-929ff77205134944/alfrescoDocument?i3pn=contenidoAlf&i3pt=S&i3l =es&i3d=e5747030-1bb8-11df-b7e2-35c8dbbe5a83&contentId=482cde8a-ee81-4f8a-b050- 7aec8412cc2a