ACARÍASE na oliveira
ACARÍASE na oliveira (Aceria oleae)
Informação sobre a Acaríase na Oliveira e medidas de proteção contra uma praga.
Descrição:
A presença de eriófidos (pequenos ácaros não visíveis a olho nu) no olival aumentou nos últimos anos, sobretudo nos olivais intensivos. Foram encontradas quatro espécies, entre as quais se destaca a Aceria oleae, pela sua gravidade. Os adultos têm forma vermiforme, são anelados e muito pequenos, sendo necessário um grande aumento para os observar, uma vez que medem 0,1-0,35 mm de comprimento. Possuem apenas dois pares de patas dianteiras e as suas cores são normalmente claras, entre o branco e o alaranjado. (Adaptado de Bejarano et al., 2011).
Sintomas e danos:
Em plantas de viveiro e árvores jovens, provocam deformações e atraso no crescimento. Em árvores em produção, causam a deformação dos frutos, o que só deve ser tido em conta no caso da azeitona de mesa.
Período crítico para a cultura:
A sua atividade coincide com os períodos de maior crescimento vegetativo da oliveira. A floração é um momento crucial, pois nesta época formam colónias nos cachos florais. A partir de junho, as populações diminuem acentuadamente, voltando a aumentar no outono, mas normalmente já com menor intensidade.
Monitorização e estimativa do risco para a cultura:
- Selección de la parcela de muestreo: Hay que hacer un muestreo sólo si se aprecian daños, y hay que determinar el alcance de los mismos.
- Número de árboles en cada parcela de muestreo: Árboles con síntomas.
- Número unidades de muestreo secundarias: Hay que observar brotes (en plantones) y frutos (en olivar de aceituna de mesa). En el caso de plantones, hay que valorar la deformación de brotes y hojas que pudiera retrasar el desarrollo de la planta. En el caso de las variedades de aceituna de mesa, hay que valorar la existencia de frutos con deformaciones.
PROTETORES RECOMENDADOS PARA OLIVEIRA
Variedades: Cornicabra, Hojiblanca, Picual, Arbequina.
Protetores Cuidatree recomendados para Oliveira:
- 40×14
- 50×14 liso e perfurado
- 60×14 perfurado.
Medidas de prevenção e/ou culturais:
Para novas plantações, utilizar material de viveiro sem sintomas de acariose. O excesso de adubo azotado e de rega favorece o desenvolvimento desta praga, pelo que não se deve abusar destes fatores. A utilização continuada de inseticidas piretróides favorece o desenvolvimento desta praga, devido à eliminação dos predadores naturais, que podem ser até quinze vezes mais sensíveis a estas substâncias ativas. As especificadas nas medidas de prevenção.
Limiar/Momento de intervenção:
Não existe limiar de intervenção. Tratar em árvores de variedades de mesa apenas se ocorrerem deformações dos frutos e, em plantas jovens, apenas se houver atraso no desenvolvimento. O momento de intervenção será: o período de máxima atividade vegetativa, no caso de plantas jovens, ou o período de floração, no caso da azeitona de mesa.
Medidas alternativas ao controlo químico:
Além dos meios referidos nesta secção, para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:
- Medios biológicos: Se han detectado enemigos naturales, especialmente fitoseidos (Typhlodromus sp. y Neoseiulus californicus) y estigmeidos (Zetzellia sp.).
Meios químicos:
Podem ser utilizados os produtos fitofarmacêuticos autorizados no Registo de Produtos Fitofarmacêuticos do Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente. Na seleção dos meios de controlo, devem ser sempre priorizadas as medidas de prevenção e/ou culturais, seguidas das restantes medidas alternativas ao controlo químico e, por último, dos meios químicos.
Bibliografia:
Alvarado, M., J.M. Durán, M. I. González, A. Rosa, A. Serrano (2000). Os eriofídeos (Acarina, Eriophidae) dos olivais da província de Sevilha. Problemática e controlo. Boletim de Sanidade Vegetal, PRAGAS. Vol. 26: 203-214. http://www.magrama.gob.es/ministerio/pags/Biblioteca/ Revistas/pdf_plagas%2FBSVP-26-02-203-214.pdf Bejarano-Alcázar, J. D. Rodríguez-Jurado, J.M. Durán-Álvaro, M. Ruiz-Torres, M. Herrera-Mármol (2011). Unidade Didática 5. Controlo de doenças e pragas na produção integrada de olivais. Em: Produção Integrada de Olivais, pp. 55-90. Instituto de Investigação e Formação Agrária e das Pescas. Junta da Andaluzia. Sevilha. http://www.juntadeandalucia.es/agriculturaypesca/ifapa/-/ action/90004fc0-93fe-11df-8d8b-f26108bf46ad/e5747030-1bb8-11df-b7e2-35c8dbbe5a83/ es/02f9e190-faff-11e0-929ff77205134944/alfrescoDocument?i3pn=contenidoAlf&i3pt=S&i3l =es&i3d=e5747030-1bb8-11df-b7e2-35c8dbbe5a83&contentId=482cde8a-ee81-4f8a-b050- 7aec8412cc2a Ruiz Torres, M. e A. Montiel Bueno (2006). Incidência da utilização de inseticidas piretróides na presença de acariose (Acarina, Eriophidae) em olivais da província de Jaén. Boletim de Sanidade Vegetal PRAGAS, Vol. 32: 763-771.http://www.magrama.gob.es/ministerio/pags/ Biblioteca/Revistas/pdf_Plagas%2FBSVP_32_04_2_763_771.pdf