Cuidatree

TRIPS

TRIPS
(Frankliniella occidentalis Perg.)

Informação sobre os Trips em Frutais de Osso e medidas de proteção contra uma praga.

Descrição:

Vários trips causam danos nos frutais de caroço, tais como Thrips angusticeps, Thrips tabaci…, mas desde a introdução, no final da década de 1980, da espécie Frankliniella occidentalis, esta é sem dúvida a principal responsável por danos em um grande número de plantas e nos frutais de caroço. Este trip é conhecido como “trip californiano” e também como “trip das flores”, sendo o principal responsável pelos danos de trips em pessegueiros e, principalmente, em nectarinose, com menor importância em outros frutais. É um inseto sugador, de corpo alado fino (0,8-2 mm), com dois pares de asas plumosas e coloração que varia de marrom escuro no inverno a tonalidades amareladas no verão. As fêmeas são de cor mais escura e seu tamanho é um pouco superior ao macho, medindo 1,2-2 mm, frente aos 0,8-0,9 mm dos machos. As fêmeas inserem os ovos, brancos e de forma arriçondada de 0,2 mm, nos tecidos vegetais: flores, folhas e até mesmo brotos. As ninfas são ápteras e alongadas, inicialmente esbranquiçadas, e depois tornam-se branco amareladas. Para diferenciar este gênero de outros, além da cor, F. occidentalis se distingue porque possui no protórax um par de sedas longas nos ângulos superiores e é caracterizado por possuir oito artejos nas antenas.

Trips Frankliniella occidentalis en frutales de hueso y pepita

Ciclo biológico:

No início da floração, os adultos, que hibernaram ou vieram de flores silvestres ou outros cultivos, voam para as flores dos frutos de caroço para se alimentarem, realizando a postura no seu interior, em folhas ou em caules jovens. As larvas permanecem protegidas nas flores e, após o engorda, refugiam-se debaixo do capucho floral (colarinho) até a expulsão do mesmo ao engordar os frutos. Posteriormente, passam para os brotos e frutos, podendo migrar para outros cultivos ou plantas espontâneas. A duração do ciclo depende da alimentação e da temperatura, rondando entre as 2 ou 3 semanas.

Sintomas e danos:

As larvas refugiadas sob o cálice alimentam-se esvaziando as células com as suas picadas, provocando cicatrizes, suberificações e deformações nos frutinhos recém formados. Nos brotos, ocasionam deformações e, às vezes, paragem do crescimento. Durante o envero-maturação, trasladam-se para os frutos, provocando em nectarinas o característico dano denominado “plateado”. Elevadas populações de trips podem provocar também plateado em pêssego e em damasco. Em cerejeira, os danos não são habituais. Provocam no fruto dois tipos de lesões, em placa ou circulares. As variedades tardias e de frutificação apinhada (Lapins, Sweet heart…) são as mais sensíveis.

Trips Frankliniella occidentalis en la uva de transformación

Acompanhamento e estimativa do risco para o cultivo:

São apresentadas diferentes amostragens ao longo do ciclo fenológico da cultura:

Fase de floração-colarinho: desde aproximadamente 20-40% de floração até 40-60% de colarinho, serão realizados amostragens periódicas, tomando de cada árvore, escolhida ao acaso, 8 flores ou colarinhos, onde se observará a presença de F. occidentalis, a fim de obter o % de órgãos ocupados. Fase brotos-sacudidas: desde 1 mês antes do enver do até a colheita (em árvores adultas) ou final do verão (árvores em formação), serão realizados amostragens semanais de 2 brotos por árvore ao acaso, golpeando-os 3 vezes sobre uma superfície branca para contar o número de trips de cada broto. Os brotos terão cerca de 30 cm de comprimento e serão retirados da zona média da árvore. Fase frutos-enver: desde o enver até a colheita, das diagonais da parcela serão escolhidas árvores ao acaso, observando a presença de sintomas de trips em 4 frutos de cada árvore. Não é preciso arrancar a fruta. Frutos-colheita: serão avaliados os danos de trips sobre 500 frutos maduros, seja na árvore ou nas caixas no momento da colheita (20 frutos/árvore), segundo a escala: nível 1 (até 5% da superfície com prateado), nível 2 (entre 5 e 20%), nível 3 (mais de 20%). Esta amostragem só poderá ser realizada no armazém quando produtor e comercializador forem a mesma entidade. O número mínimo de árvores a amostrar será: 1% (para menos de 3 ha) e 0,7% (mais de 3 ha). Em ocasiões, as bordas da parcela apresentam ataques maiores, pelo que se recomenda vigiá-las especialmente.

Medidas de prevenção e/ou culturais:

A vegetação espontânea, como o jaramago branco, a corregüela ou o botão azul, no verão, são um reservatório importante de trips, pelo que é necessário inspecioná-la e eliminá-la, caso seja necessário, antes dos momentos de perigosidade (não coincidir com a floração dos frutais). Se houver alfafa, é necessário ter em conta os cortes para que os trips não vão para os frutais. O melhor é o corte por bandas alternadas. A conscientização do consumidor de que na maioria dos casos se trata de um dano só estético.

PROTECTORES RECOMENDADOS PARA FRUTAIS DE PEPITA OU HUESO

Variedades: Albaricoque, Nectarina, Cerezo, Paraguayo, Ciruelo, Melocotonero, Manzano, Peral.

Protectores Cuidatree recomendados para frutais de pepita ou hueso:

    • 40×14
    • 35×20
    • 55×20 perfurado

Limite/Momento de intervenção:

Durante a floração, a presença de adultos ou larvas, no estado de colarinho, 2% de órgãos ocupados e em brotação 1 trips/brote. Os danos de prateado observados na colheita ajudar-nos-ão a avaliar a estratégia de controlo empregue.

Medidas alternativas ao controlo químico:

Além dos meios assinalados neste apartado, para minimizar o uso de meios químicos, devem ser consideradas as medidas de prevenção e/ou culturais, que podem ser alternativas ao controlo químico.

  • Medios biológicos: La presencia de insectos auxiliares: trips pijama (Aeolothrips sp.), orius, fitoseidos…, es insuficiente para el control de la plaga.
  • Meios químicos: Los tratamientos contra trips se deben realizar en su caso, durante el periodo crítico de floración y cuajado de frutos, que es el periodo donde se producen más daños en los frutitos cuajados, y posteriormente en la época previa a la recolección para prevenir los daños de plateado. Tras cada muestreo el técnico decidirá la necesidad o no del tratamiento, siguiendo los umbrales establecidos. Podem ser utilizados os produtos fitossanitários autorizados no Registo de Produtos Fitossanitários do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente.

Bibliografia:

Fichas Divulgação Sanidade Vegetal, Frutais de caroço 12/04, Consejería de Agricultura e Pesca Junta de Andalucia.