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Aranha amarela em frutais de caroço

ARANHA amarela EM FRUTALES DE CAROÇO
(Tetranychus urticae Koch)

Informação sobre a Aranha Amarela em Frutais de Caroço e medidas de proteção contra uma praga.

Descrição:

A aranha amarela é uma praga muito polivalente que ataca praticamente todas as culturas, assim como a numerosas espécies não cultivadas, com um grande potencial reprodutivo, o que a torna muito perigosa. A fêmea, durante o período de atividade, tem forma oval, com cerca de 0.5 mm, de cor que varia do amarelo-esverdeado ao amarelo avermelhado, com duas manchas laterais escuras. A fêmea em hibernação é ligeiramente mais pequena e de cor alaranjada, sem manchas laterais. O macho é menor que a fêmea e possui o abdómen triangular. O ovo é esférico, com 0.1 mm, translúcido no início e depois amarelo-Âmbar. A larva neonata é do mesmo tamanho que o ovo e apresenta apenas 3 pares de patas, passando até adulto por 2 estádios ninfais, já com 4 pares de patas, muito similares aos adultos. Entre cada fase, passa por um estado imóvel no qual ocorre a muda.

La araña amarilla en los frutales de hueso

Sintomas e danos:

É uma das pragas mais graves, tanto para os frutais como para numerosos cultivos, já que pode provocar defoliações em caso de populações altas e ausência de medidas de controle, especialmente em períodos de altas temperaturas e baixa humidade. Os danos mais frequentes costumam ser as típicas defoliações. Os primeiros sintomas são punteaduras esbranquiçadas nas folhas, que à medida que a população aumenta vão se unindo, criando manchas necróticas. Na parte de trás das folhas podem observar-se a olho nu ou com poucos aumentos as colônias de aranhas, que quando são muito numerosas se cobrem com uma fina tela de aranha. Em caso de fortes ataques, as folhas secam.

Período crítico para o cultivo:

Durante o verão, especialmente se ocorrerem temperaturas altas e humidades relativas baixas. O estio da cobertura vegetal ou a eliminação da mesma pode favorecer a emigração da praga das plantas adventícias para a parte baixa da planta.

Araña amarilla común en la uva de transformación

Acompanhamento e estimativa do risco para o cultivo:

O melhor método de acompanhamento é a observação direta de um número determinado de folhas, estabelecendo a amostra em 100 folhas escolhidas a razão de 2 em 50 árvores, bem em campo com lupa de 10 aumentos ou em laboratório mediante lupa binocular. O índice de população será dado pela percentagem de folhas ocupadas. As observações deverão ser semanais.

Medidas de prevenção e/ou culturais:

Manter limpa a plantação de ervas daninhas, e se existirem, evitar que estas se sequem. Procurar que as aplicações insecticidas tenham o mínimo impacto sobre os ácaros. Evitar tratamentos insecticidas, especialmente em secano em períodos quentes.

PROTECTORES RECOMENDADOS PARA FRUTAIS DE PEPITA OU HUESO

Variedades: Albaricoque, Nectarina, Cerezo, Paraguayo, Ciruelo, Melocotonero, Manzano, Peral.

Protectores Cuidatree recomendados para frutais de pepita ou hueso:

    • 40×14
    • 35×20
    • 55×20 perfurado

Limite/Momento de intervenção:

O limite é muito variável em função do cultivo e do momento (primavera, verão), assim como da população de auxiliares presente no cultivo, podendo oscilar entre 5 e 50% de folhas ocupadas.

Medidas alternativas ao controlo químico:

Além dos meios assinalados neste apartado, para minimizar o uso de meios químicos, há que considerar as medidas de prevenção e/ou culturais, podendo ser alternativas ao controlo químico.

  • Meios biológicos:

    Existem numerosos inimigos naturais que podem controlar perfeitamente a praga, sendo especialmente eficaz em várias espécies de fitoseídeos, Stethorus, Orius e o trips das 6 manchas (Scolotrhips longicornis, Priesner) ou o do pijama (Aelotrips tenuicornis). Para isso, devem evitar-se os tratamentos químicos inseticidas pouco seletivos, que eliminam a fauna auxiliar.

  • Meios químicos:

    Caso seja necessário recorrer a tratamentos químicos, estes devem ter efeito tanto contra formas móveis como contra ovos, ou bem misturar duas matérias ativas que complementem os seus efeitos. Poderão ser utilizados os produtos fitossanitários autorizados no Registro de Produtos Fitossanitários do Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente.

Bibliografia:

Para mais dados, consultar: “Os parasitas da videira. Estratégias de Proteção Razoada”. Coedição, MAPA e Mundi-Prensa. 5ª edição, 2004.