Cuidatree

COCHONILHA-BRANCA

COCHONILHA-BRANCA (Aspidiotus nerii Bouche)

Informação sobre a cochonilha-branca e medidas de proteção contra uma praga.

Descrição:

Esta cochonilha passa o inverno na madeira e nas folhas dos limoeiros, deslocando-se para os frutos jovens na primavera, invadindo-os desde o vingamento e colonizando a zona do pedúnculo, sob a estrela, onde se perpetua assim que esta se fecha sobre o fruto e a partir da qual reinfeta repetidamente o fruto ao longo do verão, com a consequente dificuldade no seu controlo. As cochonilhas macho apresentam uma carapaça branca e alongada, da qual emergem os adultos alados que localizam as fêmeas para as fecundar. As cochonilhas fêmea apresentam uma carapaça castanha e redonda, sob a qual se encontra o corpo amarelo da fêmea, ocupando todo o espaço. Sob a carapaça depositam os ovos, amarelos e ovais, dos quais emergem as larvas móveis que se deslocam pelo fruto ou pela planta, procurando um ponto onde cravar o estilete e fixar-se para o resto da vida.

PIOJO BLANCO (Aspidiotus nerii Bouche)

Sintomas e danos:

Os danos causados pela praga limitam-se aos frutos, pois, ao fixarem-se neles, as larvas cravam o seu estilete para sugar os sucos celulares, podendo provocar o aparecimento de manchas verdes na epiderme, em redor do ponto da picada, que se manifestam quando o fruto muda de cor. Além disso, a presença das próprias cochonilhas no exterior do fruto torna-o não comercializável.

Período crítico para a cultura:

O período mais crítico ocorre na primavera, desde o início da floração até aos frutos com 2-3 cm de diâmetro, pois é nessa fase que se desencadeiam os ataques mais importantes aos frutos. Em 1.  Danos graves de cochonilha-branca nos frutos 4.  Carapaça de fêmea de cochonilha  parasitada, com orifício de saída 2.  Fêmea adulta de cochonilha-branca com  ovo e larvas de 1.ª idade 5.  Ninfa de Aphytis sp., parasita da cochonilha- branca e excrementos 3.  Macho adulto de cochonilha-branca 6.  Antes de a estrela fechar, é necessário  tratar contra a praga 80 Gestão Integrada de Pragas GUIA DOS CITRINOS no período verão-outono e na presença de frutos maduros, o risco resulta da presença de cochonilhas sob a estrela, que produzem larvas fora de época, as quais colonizam os frutos.

Estado mais vulnerável da praga:

Fêmeas ovadas e larvas recém-eclodidas.

Piojo blanco en cítricos

Monitorização e estimativa do risco para a cultura:

Observar dez frutos ao acaso por árvore, em 25 árvores, e determinar a percentagem de frutos ocupados por mais de três escudos. Realizar a amostragem mensalmente durante o crescimento do fruto (julho-agosto) e uma vez quando o fruto estiver desenvolvido, antes da colheita.

Medidas de prevenção e/ou culturais:

As operações de poda que permitam o arejamento do interior da árvore podem ajudar a reduzir a incidência da praga. A remoção dos restos da colheita, sobretudo nos anos em que não se colhe devido aos baixos preços, pode ajudar a reduzir o volume da praga na campanha seguinte. Manter as árvores bem formadas e podadas, assegurando uma ventilação adequada das zonas interiores, dificulta a proliferação da praga e facilita a eficácia de possíveis tratamentos químicos realizados contra a praga.

PROTETORES RECOMENDADOS PARA citrinos

Cultivos: Mandarino, Naranjo, Limonero, Pomelo, Mandarino Satsuma, Híbridos de Mandarino.

Protetores Cuidatree recomendados para citrinos:

    • 40×14
    • 50×14 liso e perfurado.
    • 60×14 perfurado.

Medidas alternativas ao controlo químico:

Além dos meios indicados nesta secção, para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:

  • Medios biológicos: Entre los auxiliares que de manera espontánea muestran una cierta acción contra Piojo blanco, podemos citar: Aphytis chilensis (ectoparásito), Aspidiotiphagus citrinus (endoparásito), Lindorus lophanthae (depredador), Chilocorus bipustulatus (depredador). En general son bastante eficaces durante el verano, bajando luego su presión, por lo que la plaga se recupera de nuevo. Son muy sensibles a las intervenciones químicas incontroladas. Sueltas artificiales de Aphytis melinus han demostrado una buena eficacia, aunque no en todos los casos.

Meios químicos:

Efetuar as aplicações no momento adequado e com a técnica que assegure uma melhor cobertura. Não efetuar mais de duas aplicações por ano contra a praga (primavera e final do verão). Caso se decida tratar na 1.ª geração, realizar o tratamento antes de a estrela se fechar sobre o fruto, uma vez que este é um local habitual de abrigo da praga e, depois de fechada, impede o seu controlo. Poderão ser utilizados os produtos fitofarmacêuticos autorizados no Registo de Produtos Fitofarmacêuticos do Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente.

Bibliografia:

Garcia Marí, F. 2012. Pragas dos citrinos. Gestão Integrada em países de clima mediterrânico. Ed. Phytoma. Valência. 556 pp. http://gipcitricos.ivia.es/area/plagas-principales. “Gestão Integrada de Pragas dos Citrinos”, Ed. por Urbaneja A., Catalán J., Tena A., Jacas, J., http://gipcitricos.ivia.es, 2014. Página web do registo de produtos fitofarmacêuticos: http://www.magrama.gob.es/ca/agricultura/ temas/sanidad-vegetal/productos-fitosanitarios/fitos.asp.