MOSCA-DO-MEDITERRÂNEO
MOSCA-DO-MEDITERRÂNEO (Ceratitis capitata (Wiedemann)
Informação sobre a Mosca-do-Mediterrâneo e medidas de proteção perante uma praga.
Descrição:
A emergência dos adultos a partir dos pupários ocorre no início da primavera, quando as condições climáticas começam a ser favoráveis. O adulto alimenta-se do fruto (néctar e sumo) e de secreções de outros insetos ou plantas. O ovo eclode entre 2 e 4 dias após a postura. A larva alimenta-se da polpa do fruto, escavando galerias. Quando a larva de terceiro estádio está a chegar ao final do seu desenvolvimento, sai do fruto e «salta» para o solo, onde se enterra a alguns centímetros de profundidade para formar o pupário. Por fim, emerge o adulto, que sai para o exterior a partir do solo. Dependendo das condições climáticas específicas, pode ter até 7 ou 8 gerações anuais. Isto deve-se à existência de árvores de fruto nas quais desenvolve as suas populações, uma vez que não ataca apenas citrinos. Todas as espécies e variedades de citrinos, exceto o limão, são suscetíveis. No entanto, ataca apenas aquelas que coincidem com condições climáticas aceitáveis para o inseto: clementinas precoces (entre setembro e novembro) e laranjas tardias (entre abril e junho).
Sintomas e danos:
Os danos diretos devem-se ao efeito da picada de postura da fêmea no fruto, que constitui uma via de entrada para fungos e bactérias que decompõem a polpa, e às galerias abertas pelas larvas durante a alimentação. Além disso, todos os fatores referidos provocam uma maturação precoce e a queda do fruto. No conjunto, mais do que desvalorização, verifica-se a perda total do fruto atacado. O principal dano indireto deve-se à restrição imposta por outros países à exportação de fruta com risco de ter sido atacada por C. capitata.
Período crítico para a cultura:
Como foi indicado, a disponibilidade de plantas hospedeiras e a sua coincidência com condições climáticas ótimas são fatores determinantes para as flutuações da praga e, dadas as características destes fatores, determinam a sua presença contínua e elevada, bem como a sua consideração como praga-chave nos citrinos.
Monitorização e estimativa do risco para a cultura:
Determinação do nível populacional através da utilização de armadilhas alimentares e/ou sexuais. Determinação da presença dos primeiros frutos picados; para tal, serão observados 10 frutos de tamanho definitivo por árvore, em 20 árvores por parcela.
Medidas de prevenção e/ou culturais:
Recomendações: eliminação e destruição da fruta picada da parcela e controlo das árvores de fruto hospedeiras dispersas (principalmente figueiras e nespereiras).
Limiar/momento de intervenção:
Tratar quando o número de moscas capturadas por armadilha e por dia for de 2 antes da mudança de cor ou de 0,5 durante ou após a mudança de cor. A presença de fruta picada também justifica a necessidade de efetuar tratamentos.
PROTETORES RECOMENDADOS PARA citrinos
Cultivos: Mandarino, Naranjo, Limonero, Pomelo, Mandarino Satsuma, Híbridos de Mandarino.
Protetores Cuidatree recomendados para citrinos:
- 40×14
- 50×14 liso e perfurado.
- 60×14 perfurado.
Medidas alternativas ao controlo químico:
Além dos meios indicados nesta secção, para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:
- Medios biológicos: Actualmente, la acción de los enemigos naturales no es suficiente para controlar por completo los daños producidos por C. capitata. Lo cual no significa que no realicen un papel importante en la disminución de sus poblaciones.
- Depredadores: la araña Pardosa cribata (Simon) (Araneae: Lycosidae) se alimenta de adultos de la mosca recién emergidos. El carábido Pseudophonus rufipes (De Geer) se alimenta de las pupas de la mosca presentes en el suelo.
- Parasitoides: Desde 2002 se han importado tres especies de bracónidos: Cameron) y D. longicaudata (Ashmead) (parasitoides larvarios) y Fopius arisanus (Sonan) (parasitoide de huevos). Hasta el momento se han iniciado sueltas de Diachasmimorpha tryoni campo de las dos especies del género Diachasmimorpha, sin que pueda confirmarse, por ahora, su aclimatación a nuestra zona. Entre los parasitoides autóctonos los más abundantes son los pteromálidos: Pachycrepoideus vindemmiae (Rondani) y Spalangia cameroni Perkins. Ambos son parasitoides de pupas. Quimioesterilizanción, el objetivo de esta técnica es la disminución de la población de la mosca de la fruta a medio-largo plazo en una amplia zona, mediante la utilización de trampas cebadas con atrayente y gel esterilizante. Las hembras, que ingieren el cebo, depositan en la fruta huevos que no eclosionan y los machos, que ingieren el cebo, esterilizan a toda hembra que copule con él. Utilización de la técnica del insecto estéril (TIE), se trata de un método de control global de poblaciones en grandes superficies, que consiste en la liberación de grandes cantidades de machos estériles, lo cual es factible gracias a la existencia de una biofábrica productora de machos y un centro de procesado y análisis de estos organismos, previa a su suelta en campo.
Meios químicos:
Dado que o fruto se encontra próximo da colheita e da disponibilização ao consumidor, deverão ser selecionados os produtos fitofarmacêuticos autorizados com um intervalo de segurança adequado à data de colheita, devendo ser priorizada a pulverização com isco. Poderão ser utilizados os produtos fitofarmacêuticos autorizados no Registo de Produtos Fitofarmacêuticos do Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente.
Bibliografia:
Garcia Marí, F. 2012. Pragas dos citrinos. Gestão Integrada em países de clima mediterrânico. Ed. Phytoma. Valência. 556 pp. http://gipcitricos.ivia.es/area/plagas-principales. “Gestão Integrada de Pragas dos Citrinos”, Ed. por Urbaneja A., Catalán J., Tena A., Jacas, J., http://gipcitricos.ivia.es, 2014. Página web do registo de produtos fitossanitários: http://www.magrama.gob.es/ca/agricultura/ temas/sanidad-vegetal/productos-fitosanitarios/ fitos.asp.