Cuidatree

COTONET

COTONET (Planococcus citri (Risso)

Informação sobre o Cotonet e medidas de proteção contra uma praga.

Descrição:

Inseto hemíptero da família Pseudococcidae. A fêmea adulta é oval (2,5 a 5 mm de comprimento e 2 a 3 mm de largura) e encontra-se coberta por uma secreção cerosa branca que reveste o corpo e lhe confere um aspeto farinhento. Na margem do corpo existem 18 pares de filamentos cerosos. O último par de filamentos, situado nas placas anais, é ligeiramente mais comprido do que os restantes (no máximo, um quarto do comprimento do corpo). Este pormenor permite diferenciá-lo de outros pseudococcídeos, nos quais os filamentos anais são muito mais compridos. Quando efetuam a postura, cobrem-na com uma secreção cerosa de aspeto algodonoso.

As ninfas fêmeas do primeiro e segundo estádios são ovais e de cor entre rosada e alaranjada, escurecendo com o tempo. As ninfas do terceiro estádio são semelhantes às fêmeas, mas de menor tamanho. O primeiro estádio ninfal do macho é semelhante ao da fêmea. Durante o segundo estádio, começa a segregar cera algodonosa até ficar completamente coberto; o segundo é semelhante, mas de cor castanha e aspeto algodonoso. No interior, mudará três vezes até dar origem ao macho adulto.

O macho adulto é completamente diferente das fêmeas, é alado e de pequeno tamanho (1 mm de comprimento por 0,2 mm de largura). A sua cor varia entre laranja-claro e castanho-avermelhado, com asas hialinas. Após emergir, o macho adulto procura e localiza as fêmeas para as fecundar através da feromona sexual que estas emitem. Durante o seu desenvolvimento, as fêmeas de cotonet mudam três vezes, passando por três estádios ninfais móveis antes de atingirem a fase adulta. As ninfas fixam-se em zonas protegidas dos frutos, como o cálice, o umbigo das laranjas do grupo navel ou entre frutos em contacto. Durante o estado adulto, costumam migrar para os ramos. No verão, podem completar o ciclo em cerca de seis semanas. Após serem fecundadas, as fêmeas segregam a massa cerosa algodonosa, denominada ovisaco, que serve para proteger os ovos dos inimigos naturais e da dessecação.

Regra geral, o cotonet completa cinco gerações por ano. De maio a julho, as ninfas abrigam-se maioritariamente sob o cálice e, a partir de agosto, invadem o restante fruto. Nas laranjas do grupo navel, costumam abrigar-se no umbigo. No final de junho e em julho, as fêmeas migram para os ramos, coincidindo com o voo dos machos. Todas as variedades são suscetíveis ao ataque do cotonet, mas as laranjas do grupo navel são mais suscetíveis porque podem refugiar-se no seu umbigo, dificultando a ação dos inimigos naturais.

COTONET (Planococcus citri (Risso)

Sintomas e danos:

A cochonilha-algodão provoca danos diretos e indiretos. Os danos diretos devem-se às manchas cloróticas (Fig. 2) que produz nos frutos quando se alimenta deles. Estes danos costumam ser observados quando há frutos em contacto. Os danos indiretos devem-se à secreção de melada, a partir da qual se desenvolve a fumagina que cobre frutos, folhas e ramos, desvalorizando a comercialização dos frutos e reduzindo a capacidade fotossintética das folhas. Além disso, a presença da cochonilha-algodão atrai outras pragas, como a broca dos citrinos Ectomyelois ceratoniae.

Período crítico para a cultura:

De junho a outubro.

El cotonet en cítricos.

Monitorização e estimativa do risco para a cultura:

Se forem respeitadas as populações de inimigos naturais e for evitada a subida das formigas às árvores, não deverá ser necessário intervir. Caso seja necessário reduzir rapidamente as populações e seja preciso realizar um tratamento, a amostragem deve ser efetuada entre julho e setembro, quando as fêmeas estão nos frutos: estimar a presença de cochonilha-algodão (N3 e fêmeas) em dez frutos escolhidos aleatoriamente por árvore, em 20 árvores, mensalmente de julho a setembro.

Medidas de prevenção e/ou culturais:

Poda que favoreça o arejamento das zonas interiores e evite zonas com elevada densidade vegetal. Recomendam-se as seguintes atividades: – Eliminar as ervas daninhas. – Evitar a subida das formigas às árvores.

Limiar/Momento de intervenção:

Tratar apenas se mais de 20% dos frutos estiverem infestados com cochonilha-algodão.

PROTETORES RECOMENDADOS PARA citrinos

Cultivos: Mandarino, Naranjo, Limonero, Pomelo, Mandarino Satsuma, Híbridos de Mandarino.

Protetores Cuidatree recomendados para citrinos:

    • 40×14
    • 50×14 liso e perfurado.
    • 60×14 perfurado.

Medidas alternativas ao controlo químico:

Além dos meios indicados nesta secção, para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:

  • Medios biológicos: El principal depredador del cotonet es el coccinélido Cryptoleamus montrouzieri. Las hembras de C. montrouzieri ponen los huevos en el ovisaco del cotonet. Al eclosionar las larvas se alimentan de los huevos y ninfas del cotonet. Las larvas de Cryptolaemus montrouzieri se parecen a los adultos del cotonet porque están recubiertas por filamentos blancos, sin embargo, se pueden diferenciar porque los filamentos son mucho más largos y además sus movimientos son mucho más rápidos y ágiles. Cryptoleamus montrouzieri es originario de Australia.

Em Espanha, a criação é realizada em insetários e recomendam-se libertações massivas na primavera, pois C. montrouzieri não tolera as temperaturas invernais do Mediterrâneo. Além disso, é muito sensível aos tratamentos fitossanitários. Atualmente, o principal parasitóide é Anagyrus pseudococci, um endoparasitóide solitário nativo do Mediterrâneo que parasita preferencialmente as fêmeas jovens (sem ovos). Outro parasitóide é Leptomastix dactylopii, que parasita preferencialmente as fêmeas que já puseram ovos, em junho. As libertações de C. montrouzieri, A. pseudococci e L. dactylopii podem complementar-se mutuamente.

Se forem seguidas as orientações de produção integrada e evitada a presença de formigas, os inimigos naturais são capazes de manter as populações de cochonilha-algodão abaixo dos limiares de tratamento, não sendo necessário intervir. Outros parasitóides da cochonilha-algodão, menos eficazes mas também comuns, são Coccidoxenoides peregrina e Leptomastidea abnormis, que parasitam as ninfas de primeiro e segundo estádio, respetivamente.

Meios químicos:

Recomendações:

  • Alternar as substâncias ativas com diferentes modos de ação, a fim de evitar o aparecimento de resistências.
  • Evitar a utilização de inseticidas tóxicos para C. mountrouzieri e A. pseudococci.
  • Os pesticidas devem ser utilizados nas doses recomendadas para evitar o aparecimento de resistências ou a perda de eficácia da aplicação.
  • Todas as aplicações químicas devem ser realizadas com equipamentos previamente calibrados. Deve ser considerada a utilização de um volume, pressão e velocidade de aplicação adequados, de modo a assegurar uma cobertura vegetal apropriada.
  • A técnica de aplicação deve permitir alcançar bem a página inferior das folhas, procurando uma boa cobertura destas em todas as plantas. Para as aplicações por pulverização, é aconselhável a utilização de molhantes.
  • Realizar os tratamentos nos focos, caso estejam bem delimitados. Poderão ser utilizados os produtos fitofarmacêuticos autorizados no Registo de Produtos Fitofarmacêuticos do Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente.

Bibliografia:

Garcia Marí, F. 2012. Pragas dos citrinos. Gestão Integrada em países de clima mediterrânico. Ed. Phytoma. Valência. 556 pp. http://gipcitricos.ivia.es/area/plagas-principales. “Gestão Integrada de Pragas dos Citrinos”, Ed. por Urbaneja A., Catalán J., Tena A., Jacas, J., http://gipcitricos.ivia.es, 2014. Página web do registo de produtos fitofarmacêuticos: http://www.magrama.gob.es/ca/agricultura/ temas/sanidad-vegetal/productos-fitosanitarios/ fitos.asp.