CARACÓIS nos citrinos
CARACÓIS (Cantareus aspersus (Müller)
Informação sobre os caracóis nos citrinos e medidas de proteção contra uma praga.
Descrição:
Os caracóis terrestres, apesar do seu caráter cosmopolita, são considerados uma praga menor nos citrinos, causando problemas graves apenas pontualmente. Cantareus aspersus possui uma concha com bandas acastanhadas em espiral que pode atingir 3 cm de diâmetro. Os caracóis são animais hermafroditas. Os adultos do caracol-comum-de-jardim realizam cerca de cinco posturas, de 50 a 100 ovos cada, ao longo do ano. Estas ocorrem principalmente na primavera e no outono, quando as condições ambientais são mais favoráveis. Os ovos são branco-nacarados, esféricos e com cerca de 4 mm de diâmetro. Duas semanas após a postura emergem pequenos caracóis que necessitarão de pouco mais de um ano para atingir a maturidade sexual.
Sintomas e danos:
Os caracóis podem atacar ramos, rebentos, folhas e frutos. Os principais danos ocorrem em plantações com árvores jovens (até quatro anos), onde podem afetar significativamente o desenvolvimento vegetativo da planta, e em árvores adultas, quando os frutos são afetados. O sintoma de dano nos frutos caracteriza-se pela presença de orifícios profundos na casca que, em muitas ocasiões, chegam a atingir a polpa. A rega por aspersão e a gestão da cobertura vegetal com herbicida criam ambientes favoráveis ao desenvolvimento destes moluscos.
Período crítico para a cultura:
Os caracóis apresentam um máximo de atividade no outono e na primavera, e um mínimo muito acentuado durante o verão, quando a secura ambiental é especialmente intensa. Os caracóis têm hábitos crepusculares e noturnos. Durante as horas diurnas, procuram abrigo em locais que não recebam luz solar direta. É frequente encontrar grandes agrupamentos destes moluscos nos troncos dos citrinos. Embora possam afetar todo o tipo de citrinos, os principais problemas causados por caracóis ocorrem habitualmente em laranjas do tipo nável.
Monitorização e estimativa do risco para a cultura:
É possível monitorizar as populações de caracóis através da utilização de tábuas de madeira de 30 x 25 cm, com calços de 3 cm nas extremidades, que servem para as fixar ao solo. Estas tábuas são colocadas sob a copa de uma árvore e são utilizadas como abrigo por estes moluscos. Aproximadamente todos os meses, é feita uma contagem dos caracóis que se fixaram à tábua.
Medidas de prevenção e/ou culturais:
Salvo algumas exceções, os caracóis não costumam causar problemas graves nos citrinos. Por esta razão, não existem modos de atuação concretos definidos para esta praga. A poda dos ramos que toquem no solo costuma ser suficiente para o controlo deste fitófago.
Limiar/Momento de intervenção:
Não existem limiares de ação definidos para esta praga. Regra geral, se ocorreram danos causados por caracóis na época anterior, é de esperar uma incidência semelhante na seguinte. Por esta razão, nestes casos recomenda-se atuar contra a praga.
PROTETORES RECOMENDADOS PARA citrinos
Cultivos: Mandarino, Naranjo, Limonero, Pomelo, Mandarino Satsuma, Híbridos de Mandarino.
Protetores Cuidatree recomendados para citrinos:
- 40×14
- 50×14 liso e perfurado.
- 60×14 perfurado.
Medidas alternativas ao controlo químico:
Além dos meios indicados nesta secção, para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico:
- Parasitoides: Los dípteros sciomícidos son parasitoides de caracoles, aunque su acción como agentes de control biológico en cítricos apenas ha sido evaluada.
- Depredadores: Los pájaros son considerados los principales depredadores de estos moluscos. Algunos coleópteros de las familias de los cantáridos, carábidos y estafilínidos también han sido descritos como depredadores de caracoles en diferentes cultivos. El estafilínido Ocypus olens Müller, especie abundante en los suelos de cítricos españoles, es un depredador eficaz de C. aspersus, de manera que está siendo utilizado como agente de control en plantaciones de cítricos de California. El caracol degollado, Rumina decollata, especie originaria de la cuenca Mediterránea, también se utiliza como depredador de gastrópodos. Se recomienda la liberación de entre ocho y diez caracoles degollados en árboles alternos y se espera que su acción sea efectiva transcurridos entre cuatro y diez años.
- Medios físicos: En caso de incidencias más severas, ésta puede acompañarse del uso de diferentes tipos de barreras que son aplicadas directamente sobre los troncos. Éstos pueden pintarse una vez al año con cal seca. También se utilizan bandas impregnadas de caldo bordelés, o láminas de cobre que rodean el tronco. La utilización de estas láminas presenta una efectividad de hasta cinco años.
Meios químicos:
Nas parcelas problemáticas, რეკomenda-se a realização de tratamentos anuais. Estes podem ser feitos com iscos ou por contacto. Os tratamentos devem ser realizados após as primeiras chuvas de outono, quando, depois do período seco do verão, os caracóis apresentam um dos seus picos de atividade. Podem ser utilizados os produtos fitofarmacêuticos autorizados no Registo de Produtos Fitofarmacêuticos do Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente.
Bibliografia:
Garcia Marí, F. 2012. Pragas dos citrinos. Gestão Integrada em países de clima mediterrânico. Ed. Phytoma. Valência. 556 pp. http://gipcitricos.ivia.es/area/plagas-principales. “Gestão Integrada de Pragas dos Citrinos”, Ed. por Urbaneja A., Catalán J., Tena A., Jacas, J., http://gipcitricos.ivia.es, 2014. Página Web do registo de produtos fitofarmacêuticos: http://www.magrama.gob.es/ca/agricultura/ temas/sanidad-vegetal/productos-fitosanitarios/fitos.asp