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ÁCARO DAS MARAVILHAS

ÁCARO DAS MARAVILHAS (Aceria sheldoni Ewing)

Informação sobre o Ácaro das Maravilhas e medidas de proteção perante uma praga.

Descrição:

Trata-se de um pequeno eriofídeo de forma alongada e subcilíndrica, que necessita de uma lupa com mais de 20 aumentos para ser observado. Para sobreviver, precisa de estar protegido, pelo que vive no interior dos gomos em formação, alimentando-se dos sucos celulares. As fêmeas podem pôr cerca de 50 ovos. Ao picarem as células para se alimentarem, provocam uma série de alterações que afetam a formação dos elementos florais, das folhas e o crescimento do próprio rebento. Os ácaros deslocam-se com os novos rebentos para os gomos em formação, instalando-se neles para continuarem a causar danos à medida que o rebento cresce. Em condições favoráveis, de temperaturas amenas e humidade relativa elevada, o ciclo desenvolve-se em 10-12 dias.

ACARO DE LAS MARAVILLAS (Aceria sheldoni Ewing)

Sintomas e danos:

Os danos mais graves manifestam-se nas flores, que geralmente abortam devido à hipertrofia dos seus diferentes elementos e, se chegarem a formar fruto, estes acabam por cair prematuramente. Apenas muito excecionalmente alguns frutos evoluem, constituindo o que se conhece como monstros ou malformações, frutos deformados e com formas caprichosas, totalmente inadequados para comercialização e consumo. Em casos de ataques severos, as folhas também são afetadas, apresentando malformações nos lóbulos e algum enrugamento. Os rebentos afetados costumam apresentar um crescimento em forma de vassoura-de-bruxa, com entrenós muito curtos, folhas e flores agrupadas e malformadas. Os danos podem ocorrer tanto no limoeiro como na laranjeira ou na tangerineira.

Período crítico para a cultura:

Embora o eriofídeo esteja ativo durante todo o ano no interior das gemas, os períodos de maior atividade e, consequentemente, de maior dano coincidem com a rebentação da primavera e do verão. O outono também pode ser crítico se ocorrer uma rebentação nessa época. Os ácaros estão presentes no interior das gemas das axilas das folhas (quer sejam de flor ou de madeira).

El ácaro de las maravillas, una plaga para los cítricos

Estado mais vulnerável da praga:

Larvas e adultos durante o desenvolvimento das novas gemas e a sua colonização pela praga, nas primeiras fases de crescimento do novo rebento.

Monitorização e estimativa do risco para a cultura:

Realizar duas observações anuais, na primavera e no outono, antes de os novos rebentos atingirem 5 cm. Observar, em 25 árvores, quatro ramos completos (ou 30 cm da extremidade) por árvore. Os ramos deverão ser da última rebentação completamente desenvolvida. Em cada ramo observar: 1) visualmente no campo, a presença de deformações, ou 2) em laboratório, com lupa binocular, a presença de ácaros sob as brácteas de duas gemas.

Medidas de prevenção e/ou culturais:

Evitar um vigor excessivo da planta, uma vez que a rebentação contínua pode favorecer a proliferação da praga e aumentar os seus danos.

PROTETORES RECOMENDADOS PARA citrinos

Cultivos: Mandarino, Naranjo, Limonero, Pomelo, Mandarino Satsuma, Híbridos de Mandarino.

Protetores Cuidatree recomendados para citrinos:

    • 40×14
    • 50×14 liso e perfurado.
    • 60×14 perfurado.

Limiar/Momento de intervenção:

25% dos ramos com deformações ou 50% das gemas com ácaros.

Medidas alternativas ao controlo químico:

Além dos meios indicados nesta secção, para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas as medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico.

Meios biológicos:

 Não existe qualquer opção para aplicar artificialmente este tipo de controlo contra esta praga, embora tenha sido detetada predação por fitoseídeos presentes na cultura.

Meios químicos:

É a solução mais eficaz contra a praga. É aconselhável não permitir que se prolifere excessivamente antes de a controlar, dadas as dificuldades em fazer chegar o produto ao local onde se encontram os ácaros. O ideal é tratar quando a maior parte dos rebentos das árvores tiver entre 4 e 6 cm de comprimento. Poderão ser utilizados os produtos fitofarmacêuticos autorizados no Registo de Produtos Fitofarmacêuticos do Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente.

Bibliografia:

Garcia Marí, F. 2012. Pragas dos citrinos. Gestão Integrada em países de clima mediterrânico. Ed. Phytoma. Valência. 556 pp. http://gipcitricos.ivia.es/area/plagas-principales. “Gestão Integrada de Pragas dos Citrinos”, Ed. por Urbaneja A., Catalán J., Tena A., Jacas, J., http://gipcitricos.ivia.es, 2014. Página web do registo de produtos fitofarmacêuticos: http://www.magrama.gob.es/ca/agricultura/ temas/sanidad-vegetal/productos-fitosanitarios/ fitos.asp.