Cuidatree

TUMORES DA VIDEIRA

TUMORES DA VIDEIRA (Agrobacterium sp.)

Informação sobre os Tumores da Videira e medidas de proteção contra estas doenças.

Descrição:

Agrobacterium spp. comporta-se na videira como um agente patogénico sistémico que se localiza nos vasos da planta, podendo os sintomas ser observados no colo e nas raízes e nos sarmentos, ou apenas numa dessas partes da planta. A bactéria pode permanecer latente no interior da cepa durante períodos de tempo variáveis, sem causar sintomas, mas poderá ser disseminada através da poda ou da utilização de material vegetal de plantas com infeções latentes.

TUMORES DE LA VID (Agrobacterium sp.)

Sintomas e danos:

Os sintomas são evidentes, podendo observar-se tumores no colo, nas raízes ou nos sarmentos, que podem apresentar diferentes aspetos: lisos, rugosos, isolados, agrupados, etc. Os tumores podem ser semelhantes aos observados em árvores de fruto, com tamanhos que variam entre 0,5 e 10 cm de diâmetro. Os tumores localizados nos nós, feridas ou pontos de enxertia podem ser confundidos com calos de cicatrização. As plantas afetadas podem morrer em 2 a 3 anos se as condições climatéricas forem favoráveis à bactéria e a planta tiver sofrido feridas ou situações de stress.

Período crítico para a cultura:

Fase de planta jovem, tanto em viveiro como após a transplantação recente para o campo. Após geadas, granizo, podas severas, anelamentos ou feridas de poda no colo da planta, uma vez que todas estas situações favorecem a proliferação e a entrada da bactéria na planta.

Monitorização e estimativa do risco para a cultura:

Localização de tumores em plantas de viveiro, antes da transplantação. Localização de tumores na zona do colo, nas partes aéreas da planta.

Medidas de prevenção e/ou culturais:

A luta preventiva é o melhor método de controlo, uma vez que, depois de penetrar na planta, é muito difícil erradicá-la. Entre estas medidas preventivas destacam-se: não plantar em solos onde tenham sido cultivadas plantas afetadas por esta bactéria. O material vegetal para uma nova plantação ou substituição de plantas deve provir de viveiros autorizados e, se possível, ser pouco sensível à doença. Podar apenas durante o período de repouso invernal e desinfetar as tesouras entre videiras. Evitar feridas na planta e selá-las com produtos cicatrizantes. Desinfetar as ferramentas de poda entre cortes. Efetuar uma adubação equilibrada, evitando o excesso de ազoto e potássio.

Limiar/Momento de intervenção:

Não existe um limiar definido. Em culturas estabelecidas não constitui um problema, embora determinadas técnicas (cortes ou feridas) possam favorecer a proliferação da bactéria. No viveiro, deve ser efetuado um controlo eficiente do problema.

Medidas alternativas ao controlo químico:

Para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico.

Meios químicos:

A luta química não se revelou eficaz no controlo da doença. Em todo o caso, aplicar produtos cicatrizantes para evitar o avanço da bactéria para a madeira sã. Após a poda, devem ser utilizados cicatrizantes ou pastas com fungicidas.

Bibliografia:

Para mais informações, consultar: «Os parasitas da videira. Estratégias de Proteção Racional». Coedição, MAPA e Mundi-Prensa. 5.ª edição, 2004. «Pragas e doenças da videira na Região de Múrcia», Alfonso Lucas Espadas, Consejería de Agricultura y Agua, 2008.

PROTETORES RECOMENDADOS PARA A VIDEIRA

Variedades: Bobal, garnacha Tintorera, Macabeo, Tempranillo, Cabernet Sauvignon.

Protetores Cuidatree recomendados para a videira:

    • 35×20 perfurado
    • 50×14 perfurado,
    • 60×14 perfurado.