SEPTÓRIA
SEPTÓRIA
(Septoria pistacina Allescher, S. pistaciarum Caracc, S. pistaciae Desmaz)
Informação sobre a septória no pistácio e medidas de proteção contra estas doenças.
Descrição:
Esta doença, causada por fungos ascomicetos das espécies Septoria pistacina, S. pistaciarum e S. pistaciae, foi observada em todos os países produtores. O fungo passa o inverno nas folhas caídas infetadas na época anterior. A maior parte dos ascósporos encontra-se madura e pronta para ser libertada no final de abril, sendo libertada durante e após a chuva. A temperatura ótima para o desenvolvimento dos ascósporos é de 10 ºC, com um período de incubação de cerca de 10 dias. As infeções secundárias são causadas por conídios de Septoria, que se propagam através da chuva ou de salpicos de água, podendo continuar até ao final do outono. As chuvas do final da primavera e do verão determinam tanto o início como a gravidade posterior da doença.
Sintomas e danos:
Desenvolvimento de manchas necróticas irregulares de cor castanho-escura, com 1-2 mm de diâmetro, nas folhas e nos frutos. Estas manchas, que podem chegar a ser centenas numa folha, podem aumentar ligeiramente de tamanho ao longo do tempo, embora, regra geral, permaneçam pequenas e isoladas umas das outras. As árvores infetadas e não tratadas podem acabar por sofrer desfoliação precoce e enfraquecimento no ano seguinte.
Medidas de prevenção e/ou culturais:
Como medidas culturais de controlo, são indicadas as seguintes recomendações: poda dos ramos infetados e recolha e eliminação das folhas caídas e dos frutos mumificados. Os resíduos devem ser queimados ou enterrados o mais rapidamente possível. Realizar uma fertilização equilibrada. A doença é favorecida pelo excesso de azoto e pela falta de potássio.
Medidas alternativas ao controlo químico:
Para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico.
Meios químicos:
Os tratamentos são aplicados preventivamente a partir da rebentação ou de forma curativa quando se observam os primeiros sintomas da doença, bem como nos meses de julho e agosto. Poderão ser utilizados, caso existam, os produtos fitofarmacêuticos autorizados para esta utilização no Registo de Produtos Fitofarmacêuticos do Ministério da Agricultura e Pescas, Alimentação e Ambiente, disponível para consulta em este site.
Bibliografia:
COUCEIRO, J. F.; CORONADO, J.M.; MENCHÉN, M. T.; MENDIOLA, M. A. (2000). El cultivo del pistachero. Editorial Agrolatino, S.L. COUCEIRO, J. F.; GUERRERO, J.; GIJÓN, M. C.; MORIANA, A.; PÉREZ, D.; RODRÍGUEZ, M. (2013). El cultivo del pistacho. Mundi-Prensa.
PROTETORES RECOMENDADOS PARA PISTÁCIO
Variedades: Peter, C-especial, Kerman, larnaka, Sirora.
Portainjertos de Pistacho: UCB-1, Terebinthus, Atlántica
Protetores Cuidatree recomendados para pistácio:
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