ANTRACNOSE OU AZEITONA SABONOSA
ANTRACNOSE OU AZEITONA SABONOSA
(Colletotrichum spp.)
Informação sobre a Antracnose ou Azeitona Sabonosa na Oliveira e medidas de proteção contra estas doenças.
Descrição:
O fungo que causa a Antracnose pertence às espécies Colletotrichum gloeosporioides e Colletotrichum acutatum, que se desenvolvem nas zonas húmidas do sul e do norte da península. Na Andaluzia, a maioria dos isolados do agente patogénico está mais relacionada com a segunda espécie. A Antracnose desenvolve-se durante a maturação do fruto e o fungo que a provoca requer uma humidade relativa superior a 90% para causar infeções e chuva para se dispersar de uns frutos para os outros. Se as condições ambientais forem adequadas, podem ocorrer vários ciclos de infeção durante a maturação da azeitona. (Adaptado de Bejarano et al., 2011)
Sintomas e danos:
Esta doença manifesta-se através de duas síndromes: a podridão das azeitonas e a dessecação dos ramos. A primeira é a mais característica e consiste numa podridão total ou parcial do fruto, que ocorre geralmente com maior frequência no fruto maduro do que no jovem, no qual se desenvolvem lesões necróticas deprimidas de cor ocre ou castanha. Trata-se, portanto, de uma doença que tem grande influência na qualidade do azeite, uma vez que as azeitonas com podridão acabam por secar e cair no solo ou permanecem mumificadas nos ramos. A segunda síndrome consiste na dessecação e murchidão das folhas, seguidas da dessecação, desfoliação e morte apical dos ramos, nos quais não se produzem novos rebentos. Isto parece dever-se às toxinas produzidas pelo fungo nos frutos afetados, que se encontram nos ramos que apresentam dessecação. Tudo o que foi referido evidencia a importância do fruto mumificado como fonte de inóculo primário que inicia a epidemia.
Período crítico para a cultura:
A antracnose desenvolve-se durante a maturação do fruto e o fungo que a provoca necessita de uma humidade relativa superior a 90% para causar infeções e de chuva para se dispersar de uns frutos para outros. Se as condições ambientais forem adequadas, podem ocorrer vários ciclos de infeção durante a maturação da azeitona.
Monitorização e estimativa do risco para a cultura:
- Selección de la parcela de muestreo: Hay que hacer un muestreo sólo si se aprecian daños, y hay que determinar el alcance de los mismos.
- Número de árboles en cada parcela de muestreo: Árboles con síntomas.
- Número unidades de muestreo secundarias: Hay que examinar ramitas (si se produce la desecación) y/o frutos, si tienen los síntomas característicos.
- Definición de las variables que se miden: Síntomas de desecación característicos en ramitas y de podredumbre en el fruto. Se recomienda la confirmación del diagnóstico por parte de un laboratorio de diagnóstico.
- Época de muestreo: Para los síntomas de desecación de ramitas, a lo largo del período vegetativo, para los frutos, a partir del inicio del envero.
Medidas de prevenção e/ou culturais:
Do mesmo modo, em novas plantações situadas em zonas com condições ambientais muito favoráveis ao desenvolvimento da doença, podem utilizar-se variedades resistentes ao repilo-chumbo, como a Picual ou a Frantoio, e evitar densidades de plantação elevadas. As descritas nas medidas de prevenção. Além disso, nas parcelas onde a doença esteja diagnosticada, é importante remover os frutos afetados do solo ou dos ramos, ou eliminar diretamente os ramos com abundantes frutos mumificados.
Limiar/Momento de intervenção:
Não existe um limiar de intervenção. Recomenda-se tratar apenas em zonas de risco (onde já foi confirmada a presença da doença) e em variedades sensíveis. Podem ser realizados tratamentos preventivos se existirem condições ambientais favoráveis ao fungo, desde que este tenha sido diagnosticado no outono anterior. O momento seria durante o vingamento e o endurecimento do caroço, ou no final do verão. Neste último caso, o tratamento também é útil contra o olho-de-pavão.
Medidas alternativas ao controlo químico:
Para minimizar a utilização de meios químicos, devem ser consideradas medidas de prevenção e/ou culturais, que podem constituir alternativas ao controlo químico.
Meios químicos:
Podem ser utilizados os produtos fitofarmacêuticos autorizados no Registo de Produtos Fitofarmacêuticos do Ministério da Agricultura, Alimentação e Ambiente. Algumas formulações, conforme indicado pelo fabricante, só podem ser utilizadas no final do inverno ou na primavera. Na seleção dos meios de controlo, devem ser sempre priorizadas as medidas de prevenção e/ou culturais, seguidas das restantes medidas alternativas ao controlo químico e, por último, dos meios químicos.
Bibliografia:
Bejarano-Alcázar, J. D. Rodríguez-Jurado, J.M. Durán-Álvaro, M. Ruiz-Torres, M. Herrera-Mármol (2011). Unidade Didática 5. Controlo de doenças e pragas na produção integrada do olival. Em: Produção Integrada do Olival, pp. 55-90. Instituto de Investigação e Formação Agrária e Pesqueira. Junta da Andaluzia. Sevilha. http://www.juntadeandalucia.es/agriculturaypesca/ifapa/-/ action/90004fc0-93fe-11df-8d8b-f26108bf46ad/e5747030-1bb8-11df-b7e2-35c8dbbe5a83/ es/02f9e190-faff-11e0-929ff77205134944/alfrescoDocument?i3pn=contenidoAlf&i3pt=S&i3l =es&i3d=e5747030-1bb8-11df-b7e2-35c8dbbe5a83&contentId=482cde8a-ee81-4f8a-b050- 7aec8412cc2a Trapero, A. (2003). A Antracnose ou Azeitona Sabonosa no cultivo da oliveira. Vida Rural, n.º: 168:46-50. http://www.magrama.gob.es/ministerio/pags/Biblioteca/Revistas/pdf_ vrural%2FVrural_2003_168_46_50.pdf
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